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domingo, 19 de outubro de 2014

Santos confirma no verde sem margem de erro

A boa fase do Peixe, excluindo a derrota em Criciúma, mostra um time subindo nas intenções para uma vaga na Libertadores. Sem contar que está na semifinal da Copa do Brasil, o alvinegro santista soma pontos no Brasileirão, e espera, além de manter série de vitórias, alguns tropeços da turma da frente na tabela.

Hoje, no Pacaembú, mesmo palco onde na quinta-feira goleou o Botafogo por 5 a 0, o Santos não tomou conhecimento da evolução da equipe esmeraldina. Mesmo com Valdívia correndo muito em campo, o contra ataque santista tratou de mostrar quem tinha mais qualidades em campo. Primeiro com Geuvânio, e depois com Gabriel, o Santos fez 2 a 0 no primeiro tempo. As duas jogadas de gol tiveram início com Lucas Lima, destaque da ascensão santista pelas mãos de Enderson Moreira.

No início do segundo tempo, logo o Santos tratou de sepultar qualquer possibilidade de reação palmeirense. Em posição irregular, mas só possível de avaliar pela TV, Gabriel aproveitou lançamento de Geuvânio e saiu cara a cara com Fernando Prass. Daí pra frente foi só tocar a bola, e Robinho mostrou que sua experiência e habilidade ainda podem ajudar bastante o Peixe. O Palmeiras ainda diminuiu no fim, mas sem assustar.

Agora o Santos enfrenta, pela ordem, Fluminense na Vila, Chapecoense fora e Internacional, também na Vila Belmiro. Sete ou nove pontos podem levar o Santos para briga direta pela quarta vaga da Libertadores. No meio do caminho, tem o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. O peimeiro jogo será no Mineirão.

Coincidência, ou não, sem Leandro Damião no time, o Santos tem se mostrado um time mais técnico e veloz. Botafogo e Palmeiras experimentaram esse futebol mais solto no ataque, de forma amarga. Com tudo isso, está na hora da torcida santista voltar a lotar a Vila Belmiro, já contra o Fluminense, qurta-feira próxima, 22 horas.
Nesse lance, Geuvânio abriu o placar no Pacaembú. Vitória santista, 3 a 1

terça-feira, 29 de julho de 2014

Renovação de Gabigol deve ser prioridade no Santos

O atacante Gabriel Barbosa, principal destaque do Santos na temporada 2014, fez juras de amor ao Santos ao explicar que pretende renovar contrato com o clube paulista. No entanto, a revelação santista transferiu toda a responsabilidade para o Comitê Gestor do clube. O contrato de Gabigol termina em 30 de setembro de 2015.

"Eu deixo isso com o meu pai, com os meus empresários. Todo mundo sabe, minha família sabe, vocês sabem. O mundo inteiro sabe que eu quero ficar no Santos. Depende só do Santos. Eu deixo com eles. Deixo fazerem o papel deles, cuidarem da minha carreira. O meu interesse de ficar, todo mundo já sabe. Sou santista desde pequeno", afirmou Gabigol.

A revelação santista lembra que vive a melhor fase de sua carreira. Gabriel é o artilheiro do time nesta temporada. Em 31 jogos, foram 15 gols, quatro deles no Campeonato Brasileiro. No total, o atacante marcou 17 gols em 47 partidas pelo Santos.

"É o melhor momento que tenho no Santos. Fazendo gols. O time está muito bem. Não tem porque sair daqui, mas claro que não depende só de mim. Isso não é comigo. Eu tenho que jogar futebol, fazer o que tenho que fazer. Se está demorando isso já é com eles", disse.
A diretoria do Santos não poupou esforços no início das negociações para renovar o contrato de Gabriel Barbosa. 

O atleta recebeu um aumento de salário e premiação de 100%. O reajuste foi concedido nos direitos de imagem (maior parte) e também na CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), popularmente conhecida como carteira profissional. Gabriel tinha um dos salários mais baixos do elenco, inferior a atletas que sequer são titulares do time de Oswaldo de Oliveira. 

Por conta disso, a diretoria santista concedeu o aumento para conduzir as negociações de renovação contratual de uma forma tranquila. A multa rescisória para o futebol exterior está avaliada em 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 153 milhões). A carreira de Gabigol é gerenciada pelo empresário Wagner Ribeiro, o mesmo de Neymar.

Além da facilidade de marcar gols, os europeus ficaram encantados com a versatilidade do atleta. Em 2014, sob o comando de Oswaldo, ele já atuou em todas as posições do setor ofensivo do Santos. Gabigol já foi escalado como meia-armador, centroavante e atacante pelos dois lados do campo.
uol.com

domingo, 1 de junho de 2014

Antes da Copa Santos encosta nos líderes

O Santos tinha motivos para lamentar na noite deste domingo. A equipe entrou em campo contra o Criciúma com dez desfalques. Mas os substitutos foram bem e garantiram o terceiro triunfo no Campeonato Brasileiro: 2 a 0.
Logo nos primeiros minutos, o Santos definiu os rumos da partida. Aos 10 minutos, Gabriel aproveitou passe de Arouca e fez o primeiro. Sete minutos depois, Gabriel trabalhou de garçom e deixou Diego Cardoso na cara do gol para marcar o segundo.
Com a vitória, o Santos foi a 14 pontos e assumiu a nona colocação, terminando a fase pré-Copa a apenas cinco pontos do líder. Na próxima rodada, depois da Copa, o Criciúma busca a reabilitação diante do Fluminense, no Estádio Heriberto Hulse. O Santos tem clássico contra o Palmeiras em local ainda não definido. O mando, no entanto, será dos santistas.
O jogo
Depois de um começo tenso, sem nenhuma das equipes arriscarem muito, um erro no meio-campo permitiu a inauguração do placar.
Aos 10 minutos, Rodrigo Souza, do Criciúma, tentou um passe de letra e a bola ficou com Arouca, que descolou um lindo passe para o atacante Gabriel, que invadiu a área e fuzilou o goleiro Luiz.O gol abalou os visitantes, que sete minutos mais tarde levaram um novo golpe. Mais uma vez Arouca iniciou a jogada com uma roubada de bola no meio-campo. Desta vez, ele passou para Gabriel, que achou Diego Cardoso bem posicionado dentro da área. O camisa 30 do Peixe concluiu com a parte de fora do pé e mandou para as redes.
O jogo caiu muito de ritmo e as chances se tornaram raras. O Santos, satisfeito com o bom placar construído, passou a cadenciar as ações e o Criciúma não demonstrava forças para reagir. Foi neste cenário que o árbitro apitou o final do primeiro tempo.
E foi com este cenário que veio a etapa complementar. As equipes não melhoraram e nem se tornaram mais agressivas. A proposta era mais conveniente para o Santos, que já estava à frente no marcador.
Assim, com um ritmo mais tranquilo, o Santos administrou o resultado sem sustos e venceu o seu terceiro jogo no Campeonato Brasileiro. Agora, o Santos volta a campo depois da Copa, dia 16 de julho, contra o Palmeiras na Vila Belmiro.
Nesse lance Gabriel abriu o placar para o Peixe contra o Criciúma. Final 2 a 0

domingo, 18 de maio de 2014

De branco, no Pantanal, só podia dar no que deu

Pelo menos o Santos voltou a jogar todo de branco, sua marca, coisa que ultimamente tem sido difícil de ver. Mas no jogo, o time se deixou pressionar pelo Galo, e tomou  a virada. Contribuiram para a derrota santista, a apatia de Cícero, e a atuação padrão de Thiago Ribeiro. O atacante saiu por lesão, quase no final, deixando o time com um a menos, na verdade com ele em campo o Santos já fica com um a menos, e Oswaldo, teimosamente, insiste em mantê-lo no time. Geuvânio, é outro jogador com o qual já tenho a convicção de que errei ao dizer que parecia com Rivaldo. Desculpe, Rivaldo.

Jogando na Arena Pantanal, em Cuiabá, o Santos foi superado pelo Atlético-MG neste domingo, terminando sua série invicta. Desfalcado de quase um time inteiro, o Galo jogou melhor e venceu a equipe da Baixada Santista por 2 a 1, com dois gols de André, ex-jogador do Peixe. Cícero descontou para o time paulista. Na sexta rodada, o Santos vai até Goiânia para enfrentar o Goiás na quarta-feira. 
O jogo
O Santos começou melhor. Aos três minutos da primeira etapa, Mena cruzou da esquerda e encontrou Gabriel, que escorou para Cícero chegar batendo. O goleiro Victor fez ótima defesa para salvar o Atlético-MG.
O Galo acordou e começou a pressionar o Santos na zona defensiva. As melhores chances dos mineiros vieram pelo alto, após cobranças de escanteio. Aos 30, Leonardo Silva testou forte e obrigou Aranha a fazer uma grande defesa.
Em jogada similar, o Atlético-MG novamente chegou com perigo. Escanteio cobrado e Otamendi subiu e cabeceou para baixo. A bola quicou na frente de Aranha e foi para fora, passando por cima da baliza santista.
Apesar da pressão atleticana, quem chegou ao gol primeiro foi o Santos. Aos 37 minutos, Alan Santos lançou Cícero, que tocou com tranquilidade para os fundos das redes dos mineiros. Na volta do intervalo, o Atlético-MG criou boa oportunidade aos nove minutos. Emerson Conceição cruzou da esquerda e Carlos chegou cabeceando. A bola passou rente à trave do goleiro Aranha.
Melhor no jogo, o Atlético-MG chegou ao empate aos 29 minutos. Alex Silva invadiu a área pela esquerda, perdeu o domínio, mas insistiu e armou uma bicicleta. O lindo passe encontrou André, que apenas teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.
Minutos depois, o Galo virou o marcador da partida. Marion armou um bom contra-ataque e tocou para André. O atacante chutou de bico e acertou o canto inferior esquerdo de Aranha, marcando seu segundo gol no jogo.
Para piorar a situação santista, Thiago Ribeiro se lesionou, mas a equipe já havia feito as três alterações, ficando com um a menos no jogo.
O Santos perdeu a primeira no Brasileirão 2014

domingo, 11 de maio de 2014

Sem Damião para atrapalhar Peixe vence a primeira

Finalmente, Oswaldo de Oliveira criou coragem e manteve Leandro Damião no banco. Assim, o Peixe entrou "reforçado" em campo, e Gabriel foi oportunista, sem alguém para atrapalhá-lo no ataque. 

O Santos não teve dificuldades para vencer o Figueirense, por 2 a 0, neste domingo, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Essa foi a primeira vitória do clube paulista no torneio. Os gols foram marcados por Gabriel, no primeiro tempo, e Arouca, na segunda etapa da partida. Com o resultado, o Santos conseguiu chegar aos seis pontos e fica em 11o. lugar. Domingo enfrenta o Galo, em Cuiabá, partida de mando do Santos, negociada com a prefeitura local
Hoje, a partida tinha mando de campo do Figueirense, mas foi disputada em Londrina, no Paraná, já que o clube catarinense foi punido pelo STJD, assim, com torcida maior a favor, o Santos não se importou em ser visitante. O Figuereinse foi o adversário perfeito para quem precisava se recuperar na tabela.
O Santos dominou o jogo durante a maior parte do confronto. No primeiro tempo, o Figueirense bem que tentou atacar, com uma formação mais ofensiva. Três atacantes foram escalados: Ricardo Bueno, Dudu e Everton Santos. Os paulistas tinham mais posse de bola, mas sofriam para chegar na área rival. Num lance irregular, o time de Osvaldo de Oliveira abriu o placar. Lucas Lima tocou para Emerson, que recebeu na esquerda e cruzou para a grande área. Gabriel, que estava impedido, tocou para o gol. O árbitro validou o gol.
No segundo tempo, o Figueirense seguiu sem conseguir derrubar o domínio santista, que cadenciava a partida, mas não era agressivo. Mesmo lento em campo, o Santos ainda conseguiu ampliar o placar. Arouca recebeu na direita, já dentro da área, passou pelo marcador e chutou forte para o gol. Por jogo violento, o Figueirense teve um atleta expulso, e Cicinho, pelo lado santista, também, este por uma irresponsável reclamação dura contra o árbitro.
Quinta-feira, tem o chamado jogo de volta, na Vila Belmiro, contra o Princesa do Solimões, pela Copa do Brasil. O Santos pode perder por 1 a 0, ou empatar, mas convenhamos, é jogo para golear, nada menos de que isso.
Santos x Mogi Mirim - Leandro Damião (Foto: Ivan Storti/ LANCE!Press)
Com Leandro Damião fora do time, Santos vence a 1a.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Contra Princesa Santos fez papel de plebeu

A Princesa e o Plebeu é uma fábula oriental, que conta a estória de uma jovem princesa, bela e de posses. Cortejada por um plebeu, fez o pretenso ficar dias e noites, na chuva, no sol, no frio e no vento, olhando ininterruptamente para a janela da donzela. Se resistisse por um determinado tempo, teria o amor da princesa. Alguns meses após, encontrou, o plebeu, com um amigo, que lhe perguntou porque desistiu da donzela, visto que estava próximo de conquistá-la. O pobre jovem disse - não, ela não merecia meu amor, pois durante todo o tempo, não se comoveu com meu sofrimento em frente sua janela.  


Assim pareceu o Santos ontem, no Amazonas, pela Copa do Brasil, contra a equipe Princesa do Solimões. Encantou no início, com dez minutos já vencia por dois gols, e parecia que a goleada seria certa. Cansou o pobre Santos. E a equipe da casa fez igual à donzela da fábula. Ignorou o pretenso visitante. Apertou o jogo, e com o gol feito, sofreu uma derrota que lhe permite, na próxima semana, ter o chamado jogo de volta.

O desfecho da fábula, que diz não ter merecimento de amor quem deixa sofrer o admirador, pode ser aplicado à torcida santista, rejeitando o amor ao clube, por enquanto, já que pelo que tem jogado, não merece o torcedor se submeter a tanto sofrimento.

Ainda fico sem entender, o motivo de poupar jogadores. A Copa do Brasil é um campeonato importantíssimo, e todos os melhores deveriam jogar, sempre. Imagino o Santos dos anos 60, que jogava dia sim , dia não, e treinava no corredor do avião. Não havia tanta gente para dar palpite na preparação da equipe. Fisiologista, Nutricionista, sei mais lá o que a dar palpite na comissão técnica. É muita frescura. Imagino também, algum treinador ou diretor de clube, falando ao Garrincha que ele descansaria em determinados jogos. O craque das pernas tortas seria capaz de sumir do clube de tanta raiva. Jogador gosta de jogar, e ponto final.

E as camisas brancas do Santos, onde estão? É inaceitável a repetição de jogos com uniformes descaracterizados. Ontem, para uma platéia amazonense rara, a marca santista principal, seu uniforme totalmente branco, não foi a campo. O pessoal de marketing do Peixe que me desculpe, mas acho que não venderiam nem pastel na feira.  Camisa amarela, só a seleção e o  jabuca, nada mais.

Bem, parece que Renato está mesmo acertado e, Diego com boas possibilidades. Falta se desfazer de Leandro Damião, uma grande decepção mesmo. Ontem, voltou a fazer jogadas que não se vê nem mesmo na várzea. O rapaz não tem culpa. Tem é sorte de estar no meio do futebol, e sendo dirigido por excelentes empresários, estes sim, têm muito a ensinar ao marketing do clube das praias. Se sair troca entre o Santos e Atlético de Madrid, envolvendo Diego e Leandro Damião, acho que a torcida pode voltar a admirar o time, como fazia o plebeu quando conheceu a princesa.

Como na fábula, o Santos encantou no início. Depois, não mereceu tanto amor.

sábado, 3 de maio de 2014

Com 33% de pontos, Santos tem índice de rebaixamento

É bom o santista ficar com as barbas de molho, embora ainda com três rodadas, o Peixe tem números para estar entre os quatro últimos da tabela. Sem vencer, e com três empates, o time não pode se orgulhar da invencibilidade, pois o número de vitórias é o primeiro critério para desempate, quando há igualdade de pontos.


Com os mesmos erros e falta de qualidade no elenco, o time de Oswaldo de Oliveira reveza seus titulares, mas não sai do lugar comum. Sem brilho, beirando o medíocre, o onze santista está longe de ser o time que animou no Campeonato Paulista. Com Leandro Damião, irritando a torcida, e outras peças devendo muito, como Arouca, Cícero, Geuvânio e Thiago Ribeiro, o segundo semestre do Santos vais ser melancólico, se não terminar de forma trágica.

É verdade que devem existir times piores, e como o campeonato é longo, resta torcer para a diretoria conseguir alguns reforços de peso, e o treinador recolocar o time nos trilhos. Hoje, até que a torcida foi paciente, e de maneira discreta vaiou ao fim do jogo. É verdade que enfrentou um Grêmio, mas cá entre nós, fraquinho, fraquinho, também.

Agora, é voltar as atenções para Copa do Brasil. Na quinta-feira o Peixe vai ao Amazonas, em busca do futebol perdido, desde o jogo contra a Ponte Preta, pelo Paulistão. Talvez, contra um adversário fraco, e estádio cheio, o brilho santista volte. É uma oportunidade para começar jogando com Lucas Lima, o único jogador que, quando entra tem mudado alguma coisa para melhor. Os laterais santistas também estão devendo, e hoje, até Cicinho que vinha se destacando, cansou de chutar bolas para arquibancada.

Há um outro prejuízo ainda não lembrado por boa parte da torcida santista. O Santos só voltará a jogar na Vila Belmiro, em agosto contra o Corínthians. O estádio será cedido à FIFA, durante a Copa do Mundo. Aliás, a prefeitura santista tem culpa nesse absurdo prejuízo técnico. Ofereceu a cidade como sub-sede para seleção mexicana treinar, às custas do Peixe ficar sem mandar seus jogos em casa. Já ví de tudo, ou quase tudo. Impossibilidade por causa de violência de torcida, melhor perspectiva de renda, regulamento de campeonato, falta de segurança, inadequação às normas, etc. Mas, ficar sem usar seu próprio campo, por convite de terceiros, aí é demais. Que venham as próximas eleições, no clube e na cidade!

Com Leandro Damião, Santos não vence no Brasileirão e irrita a torcida 

sábado, 26 de abril de 2014

Em jogo sofrível Santos traz um ponto de Curitiba

Vai ser difícil ter outro jogo, durante todo o campeonato, tão sofrível quanto o de hoje entre Coritiba e Santos. De baixo nível técnico, e jogadas grotescas, o encontro deu um ponto a cada time, após empate sem gols. Melhor para o Santos que jogou fora de casa, mas como soma dois empates, deve cair na tabela após o complemento da rodada.


Seria melhor ter perdido um jogo e vencido outro, pois em campeonato de pontos corridos, empates não são bem vindos para quem deseja ficar na parte de cima da tabela. Após decepcionar na estréia, empatando na Vila contra o Sport, hoje no Couto Pereira o resultado se repetiu, ruim para quem vinha de bons jogos até a fase final do Paulistão. A sorte santista, é que o time coxa branca deu mostras de que vai namorar a zona do rebaixamento, sem dúvidas.

Oswaldo de Oliveira tentou dar cara nova ao time, começando com Geuvânio no banco. Não deu certo, pois o meio de campo santista não criou nenhuma jogada de perigo. Com dois volantes, Alisson e Alan Santos, na marcação, Cícero teria que aparecer para o jogo, e finalizar. Não aconteceu. Para completar o quadro ruim lá na frente, Thiago Ribeiro foi muito óbvio, como sempre, e, também como sempre, Leandro Damião provou que não vale dez por cento de seu passe. Protagonizou, Leandro Damião, a jogada mais bisonha do jogo, chutando o gramado quando tinha a bola sozinho sob controle. Lamentável. Saiu no intervalo, prova de que até o treinador acordou para a deficiência primária do atacante. Somente Gabriel tentava algo no ataque, mas muito pouco.

Mas o time voltou com Geuvânio após o intervalo. Não deveria, pois se ficasse no banco teria sido a mesma coisa. Não jogou nada em 45 minutos. Assim, sem os laterais apoiando, e a defesa fazendo a ligação direta com os atacantes, nada poderia se esperar, a não ser o fim do jogo e a também ineficácia do ataque curitibano. Um jogo para esquecer, e Oswaldo de Oliveira rever sua equipe principal. Thiago Ribeiro e Leandro Damião devem sair da equipe urgentemente, e dar oportunidades para os garotos. Se não der certo a torcida vai compreender, pelo menos.

Agora, na próxima rodada, o Peixe enfrenta o Grêmio (Vila Belmiro ou Pacaembú), e outro resultado que não seja a vitória, pode motivar um descontentamento geral, e aí as cobranças serão mais fortes, podendo até colocar o time em situação psicológica negativa. É bom aproveitar a semana inteira para treinamentos, e confirmar contra os gaúchos porque o Santos tem o chamado DNA ofensivo. Por enquanto está devendo, e se não abrir o olho, encerra esta fase pré Copa do Mundo, em situação ruim na tabela, com poucas possibilidades de recuperação a partir da segunda metade do primeiro turno. 

Estão falando na volta de Renato, meia que já defendeu o Santos há mais de dez anos. Hoje no Botafogo, pode retornar para Vila. Será um equívoco se acontecer. O Santos já tem meias de sobra, e pode inclusive atrapalhar o uso de jovens valores da casa. Para ser mais um, é melhor que não venha. Contratações que resolvam, são difíceis, mas é melhor deixar alguma reserva em dinheiro para dar o tiro certo. Alan Kardec, por exemplo, mereceria um esforço financeiro, desde que o Santos pudesse tirar o peso das costas que representa Leandro Damião. Que venha o mês de maio, pois em abril o Santos só comemorou o aniversário, e olha lá.

Nem Peixe, nem Coxa. A bola sofreu muito em Curitiba.

domingo, 20 de abril de 2014

Empate contra Sport já tira dois pontos do Santos

Não tem volta. No primeiro jogo do Brasileirão, o Santos já desperdiçou dois pontos na Vila Belmiro. O empate em 1 a 1, contra o Sport, é um resultado ruim para o Peixe, pois jogo em casa é para somar três pontos, principalmente com adversário de mediano para fraco. Há quem diga que uma vitória fora compensa, acho até que ameniza, mas que farão falta os pontos desperdiçados hoje, isso é certo.


Demorou Oswaldo de Oliveira para tentar fazer alguma coisa diferente. Saiu para o intervalo de jogo, empatando sem gols, e sem apresentar um futebol convincente. A dupla que transmitiu o jogo pela TV a cabo, narrador e comentarista, insistia em dizer que o Santos esteve soberano. Acho que só demonstraram a falta de apuração que assola a imprensa esportiva do país. Deviam estar, pelo monitor, assistindo outro jogo.

Essa demora do treinador, que não é sua exclusividade, deixou o tempo passar sem que o time pudesse incendiar a torcida e a si mesmo. Alguma coisa era preciso fazer no intervalo, e, se ia dar resultado é outra história. O treinador tem obrigação de socorrer a equipe, e não ter medo de sacar os medalhões. Cícero e Thiago Ribeiro não fizeram nada de bom, capaz de confirmar a fama de experientes e importantes ao time. Hoje isso não aconteceu.    

Leandro Damião merece um parágrafo separado. É candidato fortíssimo para ser o cara que vai irritar a torcida até dezembro. Ele tem uma enorme dificuldade de dominar a bola, condição essencial para qualquer um que esteja na profissão. Sem domínio, sem passe, e com definições ridículas aos lances em que participa, deve ser apontado como a maior decepção do time santista. Se valeu milhões, não é da minha conta, mas que o valor de sua contratação deixa o treinador desconfortável para deixá-lo no banco, isso deixa.

Essa decantada mescla de experientes e jovens valores, acho que não pode ser aplicada na Vila Belmiro. Me parece que aqui, na Vila, há uma exceção à regra. Os meninos da base têm resolvido melhor as coisas, apesar de que hoje Geuvânio passou da conta e irritou um pouco a torcida com suas desnecessárias "penteadas" na bola.

Sábado próximo, o Santos joga em Curitiba, contra o Coritiba, e não vejo favoritismo para ninguém. Ao Santos resta pensar que cada jogo é uma decisão, e na primeira já tropeçou. Com uma semana inteira pela frente, Oswaldo de Oliveira pode pensar em alguma formação diferente, sem Thiago Ribeiro, que tem rendido muito pouco e deve ficar no banco, claro se o treinador tiver coragem. Na lateral esquerda também há outro problema. Mena não é melhor que o jovem lateral da base. E será sorte do Brasil, se na Copa do Mundo, o escrete canarinho cruzar com o Chile. Neymar e Cia. vão deitar e rolar em cima do lateral santista.  

Cicinho foi o melhor jogador do Peixe no empate em 1 a 1 contra o Sport

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Classificado! O "x" da questão santista.

Oportuno lembrar que,  a grafia correta para a palavra "misto", deve sempre, segundo a ortografia de nossa língua, ser com "s", nunca com "x". Então, o Santos, que tem dois "esses", tratou de esclarecer tudo, no campo, contra o Mixto, com "x".

 

Classificado para fase seguinte da Copa do Brasil,  o que mais importa para o clube da Vila Belmiro, agora, é seguir tranquilo com o bom trabalho que tem sido feito até aqui. Alguns falaram em crise, após a decisão do campeonato paulista, no domingo, como se chegar a uma disputa de título fosse senha para "crise". Muitos falam demais.

Qual a diferença do time do Mixto para o Ituano? Acho que quase nada. Ocorre que o futebol tem suas surpresas, nada mais. Ontem, sem a tal surpresa, o Santos foi soberano e venceu com folga o time de Mato Grosso, embora tenha terminado o primeiro tempo em igualdade. Bastou um pouco de lucidez aos atletas do Santos, e o placar se confirmou para o alvinegro praiano.

Essa lucidez é que o time de Oswaldo de Oliveira vai ter que usar no Brasileirão. Não tem bicho papão esse ano. Meia dúzia de times em condições semelhantes vão disputar o título. A dupla mineira, a dupla gaúcha, e mais uns dois times pelo Brasil todo, e o Santos está credenciado para, pelo menos, estar no chamado G-4. Basta ter foco, como dizem os jogadores, e aproveitar o fator Vila Belmiro, onde o Peixe pode assegurar a maior parte de pontos da competição.

E no domingo já tem jogo, na Vila. Santos e Sport, jogo que já é uma decisão, como todos serão. É preciso compreender que em pontos corridos, não se pode deixar o melhor resultado para depois. Pode fazer falta lá em dezembro. Acredito que o time do Santos vá retomar o caminho do ataque, característica peixeira, e só assim fugir de empates, que não credenciam ninguém ao título. Almejar a vitória, sempre, é o caminho menos perigoso, e que eventuais tropeços sejam circunstâncias aceitáveis, que a todos podem atingir.

Voltando ao "x" da questão, no Brasileirão, o que importa na longa campanha é a regularidade. E para ter regularidade, é preciso ter elenco equilibrado, em quantidade e qualidade. Oswaldo de Oliveira, com sua calma, pode tirar dos meninos do Santos, a colaboração na dose certa para, junto com os mais experientes, levar o Santos a uma excelente campanha, tanto na Copa do Brasil como no Brasileirão.  

Gabriel,  em noite de Gabigol, fez dois contra o Mixto

domingo, 13 de abril de 2014

Na véspera de completar 102 anos, Santos vacila na decisão por pênaltis

O Santos foi incompetente durante 180 minutos, e permitiu ao Ituano sagrar-se campeão paulista. O vice campeonato santista, na véspera do aniversário do clube, deixou uma sensação de ter recebido um presente de 1,99.


Não será uma segunda-feira como o santista imaginava. A festa de aniversário do clube da Vila Belmiro será frustrante, afinal, a torcida lotou o Pacaembú, o time venceu o jogo por 1 a 0, mas na decisão por pênaltis, o Ituano levou a melhor. Nas duas partidas, não há o que reclamar. O time do interior foi melhor na maior parte dos jogos. O meio de campo santista não apareceu para abastecer o ataque. A bola transitava, da defesa até os atacantes, sempre de forma aérea, com tentativa de ligação direta, pouco, muito pouco para um time grande como o Peixe.

Assim, o Ituano se garantiu na sua valentia, e apostou nos erros do Santos. Deu certo. Com o regulamento debaixo do braço, Doriva se consagrou, levando um candidato a rebaixamento, ao topo da competição. Coisas que não acontecem no vôlei, nem no basquete, mas no futebol isso acontece de vez em quando. Jogar defensivamente, é uma estratégia que permite, no futebol, conseguir êxito nas partidas. Ao Santos restou o consolo que foi bem, até os três jogos finais, sim, porque na semifinal também teve apuros para superar o Penapolense.

Se ficou ruim para o Santos, o que dizer para Palmeiras, São Paulo e Corínthians? O chamado trio de ferro ficou pelo caminho, então, o vice santista entra sim para as  estatísticas da Federação Paulista de Futebol. Aliás, a torcida santista não pode se queixar. Nos últimos nove anos, foram cinco títulos conquistados, e três vices. Não é para qualquer clube.

Agora, ficou claro, apesar do forte ataque que o Santos mostrou até o jogo contra a Ponte Preta, que o time precisa de ajustes para o Campeontao Brasileiro. Mena, não é o lateral que vai fazer diferença para o Santos, e o caríssimo (no valor), Leandro Damião, deu provas que pode ser substituído por um cone. Não consegue dominar a bola no mais simples dos passes. Vive de expectativa de um cabeceio, só. Muito pouco para a camisa nove alvinegra.

Já na quarta-feira, na Vila, tem o jogo de volta da Copa do Brasil, contra o Mixto de Cuiabá. Lá, na Arena Pantanal, o jogo ficou empatado sem gols, então é bom abrir o olho, pois empate com gols aqui, o Peixe fica fora. Vamos ver se a diretoria acorda, e faça alguma promoção de ingressos, pois, com a frustração de hoje, no Pacaembú, é provável que o público não passe de três mil pessoas.

Se resta  consolo, o santista pode se orgulhar de ter feito a melhor campanha, com dez pontos a frente do campeão, além de um caminhão de gols de vantagem. Alíás, vantagem que torna o regulamento, aceito por todos, incompreensível. Quem tem a melhor campanha, fica só com o benefício de jogar a decisão em casa, mas a final é mando da Federação. Então, que vantagem é essa? Também, como "compensação" por ter conseguido melhor campanha, em caso de igualdade nos jogos finais, pênaltis. Pode? E se não bastasse, o árbitro escolhe, para cobrança dos pênaltis, o lado em que a torcida do Ituano se concentrava. Isso sim que é "premiar" os melhores.

Geuvânio não brilhou nas finais, mas foi a revelação do Paulistão 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Santos precisa provar que é mesmo o time da virada

No canto da torcida, o Santos é o time da virada. Mas o time vai precisar provar que o grito da galera não é só da boca pra fora. Ontem, no Pacaembú, o Peixe fez a pior partida em 2014, e de nada adiantou poupar os principais jogadores no meio de semana, pela Copa do Brasil. Do goleiro aos atacantes, ninguém, absolutamente ninguém se salvou. O Ituano fez o óbvio. Se defendeu, como fez em todo o campeonato, e arriscou quando pode. Até quando vai dar certo?

Será o Ituano um novo São Caetano? Claro que não. De tempos em tempos alguém surpreende, mas há limites para o improvável. Achar que o time de Itú vai ficar sem sofrer gols eternamente, certamente só na cabeça da torcida interiorana. Também não podemos confirmar que o Santos ficará repetidamente jogando de forma equivocada, errando muitos passes, e principalmente sem chegar às redes adversárias. Se o Ituano tem a melhor defesa, o time da Vila Belmiro tem o melhor ataque. Mas o Peixe precisa confirmar no segundo jogo da final do Paulistão 14.

Dia 13, domingo próximo, véspera do clube alvinegro  completar 102 anos, a torcida santista pode esperar um Santos diferente. Ontem todos estiveram fora de suas atuações normais, e com mais noventa minutos, a festa de Itú, muito justa, termina onde começa a santista. Qualquer resultado que não seja vitória santista, sem pênaltis para decidir, contraria o entendimento mínimo sobre as coisas do futebol. Ituano campeão seria uma exceção, dessas seculares.

A torcida vai lotar novamente o Pacaembú, para ver o Ituano  adotar a mesma postura, se defendendo com dez e atacando com dois homens.  E o Santos? Vai precisar explorar melhor as jogadas com os laterais, trocar passes com correção, e, sobretudo, ter seus principais jogadores em tarde inspirada. Geuvânio e Cícero são os principais elementos que podem fazer a diferença em campo.


Agora, torcedor santista, é segurar a onda dos torcedores adversários durante a semana, e não seria diferente se o Santos  estivesse fora da final. O torcedor do Peixe faria o mesmo. Então, é concentração total para domingo, afinal São Caetano e Santo André já dificultaram também em finais recentes. Lembram como acabou? Santos campeão. 

Torcida santista espera fazer valer seu grito. Santos, o time da virada!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mistinho frio pode complicar Peixe na Copa do Brasil

É difícil  entender os dirigentes e comissões técnicas dos clubes de futebol do Brasil. Todos cantam em verso e prosa, que o objetivo fundamental é participar da Libertadores. Pela visibilidade, pelas possibilidades de maior receita, enfim, por tudo que já sabemos. Então, chega o momento da Copa do Brasil, o chamado caminho mais curto para o torneio continental, e os clubes "se preservam" para disputar finais de campeonatos regionais?

Primeiro, a Copa do Brasil está acima dos regionais, por toda sua importância, e segundo, não dá para acreditar que os titulares do Santos não conseguiriam jogar ontem contra o Mixto, e no domingo contra o Ituano na primeira partida da decisão do Paulistão. Os treinadores gostam muito de inventar, e darem o ar de suas graças nestes momentos. Ora, é time principal em todos os jogos e ponto final.

Agora, o resultado de ontem, empate sem gols na Arena Pantanal, pode sim comprometer a trajetória do Santos na Copa do Brasil. Por não ter feito gol fora de casa, na volta, dia 16, na Vila Belmiro, o Santos pode encontrar dificuldades caso o Mixto faça algum gol. Apostar que o Santos ganhe fácil do Mixto, e até aplique um placar folgado, seria óbvio, mas o futebol prega algumas surpresas de vez em quando. É bom tomar cuidado. 

Caso a desclassificação ocorra, seria muito danoso ao Santos, neste caso quem paga a conta, moral e financeira? Os dirigentes gostam de dar palpite onde não precisa, mas neste momento jogar com todos os principais jogadores deveria ser palavra de ordem ao treinador, goste ou não de "interferências". Quem manda no clube? Aliás, se perguntar para os jogadores, todos dirão que preferem jogar todas as partidas, mas que respeitam a decisão do treinador. A mesmice é uma doença no futebol!

Oswaldo de Oliveira pode ter comprometido o Santos na Copa do Brasil

domingo, 30 de março de 2014

Santos "penou", mas título paulista ficou de bandeja

Contra o Penapolense o Santos sofreu, mas teve capacidade de espantar a zebra e chegar a sexta final seguida de Paulistão. No outro jogo, o Ituano surpreendeu o Verdão, e assim o título de 2014 pode vir para Vila de bandeja.


Se pudesse escolher adversário para decidir um título, claro, o mais fraco seria o ideal. E o Palmeiras tratou de fazer a "escolha" para o Santos, ao não conseguir passar pelo Ituano. Claro que o futebol apronta suas surpresas de vez em quando, mas que em dois jogos o Santos não consiga levar mais um título paulista, já seria demais.

Contra o Penapolense o Santos não esteve bem, pelo menos no primeiro tempo, e em duas falhas permitiu o time de Penápolis levar a vantagem de 2 a 1 para o intervalo. No retorno, a chuva forte tinha tudo para transformar a tarefa do Santos mais difícil. Mas o time teve equilíbrio e pressionou sem ficar desordenado. Atacou com organização, e mesmo com as conclusões equivocadas de Leandro Damião, as alterações de Osvaldo de Oliveira ajudaram. Rildo entrou muitíssimo bem, e transformou o jogo. De seus pés saiu o lance para Leandro Damião, de cabeça, empatar em 2 a 2. 

Quando os pênaltis pareciam ser o destino da decisão, Stefano Yuri, com três minutos em campo, decidiu o placar para o Santos. Bom passe de Thiago Ribeiro e conclusão perfeita. Santos 3 a 2, e a chance de conquistar o sexto título em nove anos. Em 2006 e 2007, o Peixe foi bi, em 2010, 2011 e 2012, foi tri, e agora pode se firmar como o maior vencedor recente de títulos estaduais.

Cícero marca e corre para comemorar. Peixe na final
Na média de hoje, os jogadores do Santos não estiveram bem, mas a superioridade em relação ao Penapolense, de Narciso, tratou de deixar as coisas em seu devidos lugares. E quem tem mais talento em várias posições, sempre tem a possibilidade de superar as dificuldades. O bom chute de Cícero, o arranque de Rildo, o certeiro cabeceio de Leandro Damião e a estrela de Stefano Yuri, revelaram as diferenças em favor do Santos.

Com o chamado "trio de ferro" fora (de novo) da decisão, é provável que a Federação confirme os dois jogos finais para o Pacaembú. Primeiro porque o estádio Roveli Junior, em Itú, temporariamente está liberado somente para oito mil pessoas, e, claro, esperando melhor arrecadação, a diretoria santista deve concordar com isso. Fosse o Palmeiras, a segunda partida certamente seria na Vila.

Agora é pensar na quarta-feira, na estréia na Copa do Brasil, contra o Mixto, na Arena Pantanal. O jogo não deve atrapalhar o Santos na decisão Paulista, pelo contrário, pode até servir para ajustes no time, já que Mena e Cicinho estão suspensos com cartões amarelos. Acho até que dá para eliminar o chamado jogo de volta, com placar mínimo de dois gols de diferença.   

quinta-feira, 27 de março de 2014

Uma ponte para a semi

Os primeiros vinte minutos da etapa inicial, ontem na Vila Belmiro, mostraram um jogo complicado, com muitos erros de passes, e maior tempo de posse de bola por parte da equipe de Campinas. A Ponte Preta chegou mesmo a assustar em dois lances, mas a eficiência do ataque santista tratou de colocar as coisas no lugar.


Festa dos meninos na Vila. Peixe atravessou a ponte rumo à semi
Um escanteio bem cobrado por Geuvânio encontrou o desvio do zagueiro santista Neto. A defesa pontepretana se atrapalhou, e a bola sobrou limpinha para Cícero dar tranquilidade ao time e a torcida. Daí para frente o Santos esteve mais soberano, e a cada ataque levava perigo ao time dirigido por Vadão. Assim, com o jogo controlado, o Santos foi para o vestiário sabendo que a Ponte Preta viria para o tudo ou nada no segundo tempo.

Não deu outra. Mas jogar aberto contra o jovem time santista é loucura. Gabriel, Geuvânio e Diego Cardoso confirmaram esse risco. Santos 4, Ponte Preta 0. E cabia mais. Osvaldo de Oliveira parece que encontrou o equilíbrio necessário para uma equipe de futebol. Juventude, experiência e comprometimento com o resultado. O resto, gols e placares dilatados, são uma consequência de uma fórmula ideal de jogo.

Agora, na semifinal do Campeonato Paulista, o Peixe vai enfrentar o Clube Atlético Penapolense. Na verdade foi a única equipe que derrotou o Santos na fase de grupos. E bem, pois conseguiu fazer quatro gols. Ontem, no Morumbi, o Penapolense aprontou mais uma. Venceu nos pênaltis o tricolor paulista. Mas agora acho que os minutos de fama da equipe de Penápolis se esgotaram.

No próximo fim de semana, na Vila, o Santos deve passar com relativa tranquilidade para mais uma final de Paulistão. Mesmo com o propósito de jogar fechado, o time dirigido por Narciso não deve oferecer tanta resistência à nova versão dos meninos da vila. Com empenho e seriedade, arrisco dizer que mais uma goleada está por acontecer.


O time vai bem, mas a diretoria também precisa colaborar. Ontem, por exemplo, mais uma vez vimos muitos lugares desocupados no estádio. Tanto arquibancadas, como camarotes, cadeiras e sociais mostraram o amadorismo de nossos dirigentes. Um jogo importante como ontem, em horário dos mais recomendados, e não consegue lotar Urbano Caldeira, alguma coisa tem de errado. A começar pelo preço dos ingressos, ainda muito salgados. Precisamos trocar os “vendedores de ingressos” pelos “promotores de espetáculos”. Se não profissionalizar a organização do espetáculo, nunca haverá público interessado.  

domingo, 23 de março de 2014

Peixe confirma campanha e é "campeão" da 1a. fase

Se o Paulistão fosse disputado em pontos corridos, o Santos teria sido, hoje na Vila Belmiro, mais uma vez campeão. Bateu um adversário forte, usando muitos garotos da casa, marca registrada do Peixe 


Mas o regulamento não é assim. Portanto, o mérito de ter chegado na frente de todos os demais, apenas dá a vantagem ao Santos de ir disputando as decisões na Vila Belmiro. A começar por quarta-feira próxima, contra a Ponte Preta, quando se espera vitória sem sustos. Empate dá a oportunidade ao time campineiro de aprontar alguma na cobrança de pênaltis. 

Seguindo adiante na semifinal, também na Vila, o Santos pode mais uma vez enfrentar o São Paulo. E pelo histórico das últimas três semifinais, o torcedor santista pode confiar em mais uma eliminação tricolor. Mas, se o São Paulo avançar nas quartas-de-finais com vitória (portanto soma três pontos), pode não ser o adversário santista na semi. Botafogo e Ituano se enfrentam, e caso empatem e decidam nos pênaltis, qualquer um somará 29 pontos.

Sendo assim, a quarta pior campanha entre os semifinalistas, pode mudar de dono. Há também uma mínima chance do Bragantino eliminar o Palmeiras. Neste caso, o time de Bragança Paulista somaria 26 pontos, e se tornar o adversário santista. Tudo é hipótese. O Peixe precisa fazer sua parte, principalmente com apoio do torcedor e a força do Alçapão. Comportando-se bem, não precisa ficar ansioso pelo adversário que enfrentará. Basta repetir os bons jogos, com excelente média de gols.

Hoje, na vitória por 2 a 1 contra o Verdão, o Santos mesmo com quatro atacantes não correu muito risco na defesa. Isso se deve a forte marcação dos atacantes, já na saída de bola alviverde. Sem opção de jogada, a defesa palestrina precisou dar chutões, facilitando as coisas para o time comandado por Osvaldo de Oliveira. O time alvinegro esteve uniforme. Todos estiveram bem, mas Geuvânio, mais uma vez merece destaque. Suas assistências tem facilitado as coisas em favor do Santos.

Agora, contra a Ponte Preta, devem retornar Cicinho, Arouca, Cícero e Leandro Damião, deixando o time mais forte e competitivo. E se o Santos chegar até final de novo, será a sexta vez seguida, fato marcante, pois mesmo o Paulistão não tendo o glamour de outras épocas, não é nada fácil conquistá-lo. Parece que 2014 começa bem para o Peixe. É só fazer valer o favoritismo que leva, principalmente jogando na Vila Belmiro.

Não deu para o penta campeão Lúcio. Thiago Ribeiro fez o segundo gol

FICHA TÉCNICA - SANTOS 2 X 1 PALMEIRAS
Local:
 estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 23 de março de 2014, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público: 12.179 pagantes
Renda: R$ 369.066,00
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Assistentes: Carlos Augusto Nogueira Junior e Danilo Ricardo Simon Manis (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Marcelo Rogério e Philippe Lombard (ambos de SP)
Cartões amarelos: Gabriel, Alison, Bruno Peres e Neto (Santos); Valdivia e Eguren (Palmeiras)
Gols
SANTOS: Neto, aos 24, e Thiago Ribeiro, aos 35 minutos do primeiro tempo
PALMEIRAS: Alan Kardec, aos 43 minutos do segundo tempo
SANTOS: Aranha; Bruno Peres, David Braz, Neto e Mena; Alison (Lucas Otávio), Alan Santos e Gabriel (Lucas Lima); Geuvânio (Diego Cardoso), Thiago Ribeiro e Rildo
Técnico: Oswaldo de Oliveira

PALMEIRAS: Bruno; Bruninho, Tiago Alves, Lúcio e Juninho; Eguren (Felipe Menezes), Marcelo Oliveira e Valdivia; Bruno César (Patrick Vieira), Leandro (Vinicius) e Alan Kardec
Técnico: Gilson Kleina

segunda-feira, 10 de março de 2014

Oswaldo de Oliveira não entra na euforia da torcida

Após mais uma goleada, o treinador do Santos, Oswaldo de Oliveira espera que a equipe do Peixe não entre no tradicional clima de “oba-oba”. Na Vila Belmiro foram sete jogos e sete vitórias, sendo quatro goleadas, contra Corinthians, Botafogo, Bragantino e Oeste.


“Temos que reconhecer que nem todos os jogos vamos conseguir fazer grande número de gols. Temos que estar preparados para uma situação adversa também, e esse foi o maior exemplo. Vejo o Santos amadurecendo, buscando uma condição cada vez melhor”, disse o comandante.


Apesar das boas exibições dos jovens jogadores do Peixe, o treinador santista prefere ter cautela para falar sobre as promessas. “O resultado foi bom, mas pode criar uma situação com a qual nós precisaremos lidar no futuro. Os garotos são pessoas diferentes e irão evoluir conforme suas características”, afirmou Oswaldo.


Por fim, o técnico ressaltou a importância de terminar a primeira fase na primeira colocação. Atualmente, o Santos briga ponto a ponto contra o Palmeiras, equipe que enfrenta na última rodada do Campeonato Paulista. “A cada rodada essa luta contra o Palmeiras continua. Temos de ir jogo a jogo, mas nossa intenção é trazer os jogos do mata-mata para a Vila Belmiro”, finalizou.

Treinador santista evita "oba-oba" com o time de jovens
gazeta.net

sexta-feira, 7 de março de 2014

"Isso aí é o Santos?"

Os uniformes dos clubes de futebol chegaram a banalização total. Não se respeita mais as instituições. Quem ganha com isso? Está na hora dos sócios tomarem posição, e fazer valer o  estatuto dos clubes.


Assistindo, ontem, ao jogo do Santos contra o Mogi Mirim, lá pelas tantas, quase ao final, minha esposa passa em frente à TV e manda a seguinte pergunta: - Isso aí é o Santos? A indagação me fez esquecer a brilhante vitória alvinegra, e refletir. Já há algum tempo, penso que os clubes perderam o comando sobre seu próprio uniforme. São fabricantes, marcas, patrocinadores, "designers", etc. Todo mundo manda, menos o clube.

Que eventualmente se use algo diferente, em jogo amistoso, ou comemorativo, vá lá, mas constantemente ver a identidade do time ser sucumbida com aberrações de camisas cafonas, já não é legal. A pergunta de minha esposa foi direto no "x" da questão. Se ela põe em dúvida, assistindo na TV um monte de jogadores de amarelo e preto, de que seja o time do Santos, está dito tudo. Virou bagunça. E as crianças, jovens, que precisam criar um vínculo de associação com seus times preferidos, como ficam? Cada hora é uma camisa, uma cor diferente. Virou palhaçada sim.

Cadê os associados dos clubes que podem intervir? Eles podem fazer valer o estatuto do clube, porque não? No caso do Santos, é preto e branco, nada mais. E os modelos devem ser seguidos à risca, salvo uma ou outra modernização, que não confunda a representatividade das camisas. O branco total do Santos, é praticamente uma marca registrada, camisa conhecida mundialmente, completada por calções e meias brancas. Assim como são as listradas. 

A colocação de marcas de patrocinadores já não é simpática, às vezes, mas se tornaram necessária para um caixa melhor no clube. Mas dá para fazer propaganda sem alterar muito o tradicional. Basta o clube fazer valer sua autonomia. Não sei se realmente há boa receita quando se lança um uniforme diferente, mas entendo que devem ficar reservados a venda para torcida, jamais para entrar em campo. Recentemente, o Santos e outros clubes, tem homenageado a seleção, usando camisas amarelas, uma coisa ridícula para os clubes. Na verdade, a CBF algum dia homenageou o Santos usando uniforme totalmente branco? Não. Teve oportunidade em 2012, ano do centenário clube alvinegro. Nem se lembraram disso.

Então, agora terei de avisar a minha esposa, que não mudei de time. Continuo santista, preto e branco, mas roxo de raiva.

Na noite da última quinta-feira, Arouca marcou um golaço de bicicleta e sacramentou a goleada do Peixe (Foto: Ivan Storti/Santos FC)
Santos de amarelo e preto? Futebol muito bom, mas a camisa...

segunda-feira, 3 de março de 2014

Geuvânio, o novo Rivaldo?

Revelação santista recupera um estilo de jogo que ficou para trás no futebol brasileiro. Rivaldo, ex-meia da seleção, parece ter ressurgido com Geuvânio.


Comparar jogadores de futebol é sempre complicado. Muitas vezes se espera do atleta o mesmo desempenho de craques que já deixaram de jogar, e a cobrança pode prejudicar a carreira de muitos jovens. Mas esperar o mesmo desempenho é uma coisa, outra é definir uma nova promessa pelo estilo de jogo que possui. Neste olhar, podemos sim dizer que, Geuvânio, o novo camisa 10 santista, tem se destacado no time do Peixe como um jogador de características semelhantes a Rivaldo, ex-meia do Barcelona e outros clubes, além de campeão do mundo em 2002 pela seleção brasileira.

Seu jeito meio desengonçado, parece que traz nas pernas algumas articulações que outros não tem. Rivaldo, e até mesmo Toninho Cerezo, eram assim. O jeito de Geuvânio protegendo a bola e, principalmente, chutando e passando, lembram muito o atual presidente do Mogi Mirim. Há muito não se via este estilo em campo. E o resultado está aí. O jovem talento santista tem se destacado no Campeonato Paulista, e conseguiu em curto tempo se consolidar como titular no time de Osvaldo de Oliveira. Saudades de Montillo, torcedor santista? Parece que não.

Assim, com uma solução caseira, o Santos encontrou um meia diferente da mesmice que se tem por aí. Excelente domínio de bola e passe, driblador, veloz sem ser velocista, e acima de tudo, imprevisível na conclusão de jogadas. Um meia  atacante que deixa qualquer defesa confusa na marcação. Geuvânio, parece trilhar o caminho de Rivaldo, e certamente será destaque nacional quando as vitrines da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro se abrirem. É aguardar para ver.

Geuvânio. Semelhança física e no futebol de Rivaldo


domingo, 8 de dezembro de 2013

Santos encerra temporada com passeio em Goiás

Foi um passeio. Contra um Goiás que ainda tinha boas chances de vaga na Libertadores, o Peixe terminou 2013 com excelente vitória por 3 a 0. Mais quatro ou cinco pontinhos, e a vaga poderia ser santista. Claudinei deixa o comando do time com uma campanha até surpreendente 

Santos venceu o Goiás e tirou a chance do adversário de entrar no G-4
Montillo fez dois gols  contra o Goiás. Final de temporada com estilo

Em casa e diante de um 'desinteressado' Santos. Teoricamente, o Goiás tinha tudo para vencer e se aproximar da vaga à Libertadores. Mas não fez sua parte. Esteve muito e acabou sendo derrotado por 3 a 0, em pleno Serra Dourada. Com isso, deu adeus ao sonho do torneio continental. Já o rival paulista teve a despedida do técnico Claudinei Oliveira e se tornou o melhor time paulista do Brasileiro.
Com o revés, o Goiás terminou com 59 pontos e acabou sendo ultrapassado pelo Botafogo, que chegou aos 61 pontos e ficou com a quarta colocação. Agora precisa a Ponte Preta na final da Copa Sul-Americana para assegurar a quarta vaga. O Santos, por outro lado, encerra sua participação com 57 pontos em uma de suas melhores apresentações na competição.
E o início da rodada não foi nada animador para o time goiano. Logo aos 5min, Cícero fez 1 a 0 para os santistas. Não bastasse isso, os outros resultados não ajudavam. O Vitória ganhava do Atlético-MG por 2 a 0, enquanto o Botafogo abria o marcador diante do Criciúma. Com isso, o Goiás via o fim do sonho de disputar o torneio continental.
A partir daí, o time goiano sabia que precisava partir para cima. Aos 18min, Cicinho evitou o empate quase em cima da linha. Depois, aos 33min, Hugo desperdiçou uma incrível oportunidade. Não igualou e ainda foi para o intervalo com um prejuízo ainda maior. Aos 44min, Montillo marcou um belo gol e ampliou.
A torcida goiana não poupou a fraca atuação na etapa inicial e vaiou bastante. Ídolo do Goiás, Walter concordou "É uma vergonha. A torcida tem que vaiar mesmo. Não jogamos nada", disse. Restava saber qual seria o comportamento dos goianos em campo.
Mas pouca coisa mudou. O Goiás demonstrava certo nervosismo, errava passes e dava espaços para os santistas, que estiveram bem próximos de aumentar. Aos 14min, Cícero acertou a trave. A superioridade dos visitantes era nítida. E sabia aproveitar as oportunidades. Aos 31min, após rápida troca de passes, o inspirado Montillo marcou seu segundo no duelo e selou a tranqüila vitória: 3 a 0.
Se o Santos não tivesse "derrapado" em dois ou três jogos na Vila, a história para 2014 seria outra. Mas o "se" não joga, e fica a lição para próxima temporada.