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domingo, 28 de junho de 2015

Peixe dorme de touca e perde mais uma no sul

FOTO -  Inter supera o Santos no Beira-Rio,(foto:divulgação)
Ricardo Oliveira teve uma chance de marcar.
Muito pouco para um atacante. O Santos dormiu de touca no sul.

Mais uma vez o Santos deixou a desejar no Campeonato Brasileiro, foi até Porto Alegre e perdeu para o Internacional por um gol. O placar de 1 a 0 para os gaúchos foi fruto de uma falta cobrada na lateral da área, que na verdade seria somente um levantamento, mas o efeito da bola e a posição adiantada de Vladimir contribuíram para o gol de Valdívia.
 
Até que o Santos conseguiu equilibrar o jogo, mesmo jogando no contra ataque, teve chances de marcar. A história do jogo poderia ter sido outra, mas a sina do Santos este ano é vacilar em casa e não conseguir vencer fora. Com dez pontos, ficou na 14a. posição da tabela, e na próxima quinta-feira vai ao Maracanã enfrentar o Fluminense. Parada dura, com chances do Peixe encostar de novo na zona do rebaixamento.
 
Marcelo Fernandes não tem culpa nos resultados, faz o que dá com o que tem. Sem Robinho, com Lucas Lima brilhando mas sem jogadas eficazes, e principalmente com Gabigol nulo em campo, fica difícil algo melhor. Aliás Gabigol se preocupa mais com imagem do que com futebol. Cabelo impecável, postura de estrela, mas sem futebol para jogar no time titular. Alguém pode dizer porque ele usa duas fitas adesivas nos pulsos? Será que gostaria de jogar tênis, ou praticar halterofilismo?
 
Então o Santos dormiu de touca, e é bom abrir os olhos também para sequência da Copa do Brasil, pois o adversário do jogo de volta é o Sport Recife. No primeiro jogo os pernambucanos venceram por 2 a 1. O gol fora de casa, do Santos, pode ajudar na Vila Belmiro, dia 22 de julho, mas é bom saber que o Sport, pelo menos até aqui, é o líder do Brasileirão.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Mesmo próximo do Z-4 Santos tem bom empate

Não adianta derrubar técnico, só por derrubar. É preciso ter calma. Assim, mesmo próximo da zona do rebaixamento do Brasileirão, o resultado de empate em 2 a 2 contra o Galo mineiro, no estádio Independência, foi bom para o Santos. Vencer lá é difícil, então é esquecer os primeiros maus resultados, principalmente na Vila Belmiro, e prestigiar Marcelo Fernandes, apostando que o time santista vai reagir e somar pontos.
 
Hoje, abrindo a sétima rodada, em jogo isolado na tabela, o Peixe chegou a estar na frente, tomou a virada, mas dessa vez surpreendeu e chegou ao empate, sabor diferente dos empates sofridos contra Sport e Ponte Preta. Agora pareceu sabor de reação, com o time todo empenhado em busca de melhores posições. Faltou Lucas Lima corresponder a fama que tem despertado, pois ainda carece de ser mais decisivo, e deixar de ser apenas habilidoso.
 
Ricardo Oliveira, mesmo não sendo um menino da vila, correu e muito, principalmente para fazer o primeiro gol, em arrancada desde o círculo central. Ajudou na marcação e foi importante para manter o Atlético preocupado na defesa. O Santos errou nos dois gols que sofreu, mas deve ser pontual, visto que a fase não é lá das boas de maneira geral. Agora o time retorna somente dia 20 na Vila Belmiro, contra o Corinthians, e aí não será mais possível perdoar outro resultado senão o de vitória.
 
Ricardo Oliveira, em arrancada fez belo gol, e ajudou no empate em 2 a 2

segunda-feira, 1 de junho de 2015

É só não entornar o caldo

Os quatro primeiros colocados do Brasileirão, dificilmente estarão na vanguarda da  tabela de classificação ao término do primeiro quarto da competição. Portanto a partir da décima rodada alguns clubes devem mostrar a que vieram. Com a Copa América sendo disputada no Chile, e com as idas e vindas de jogadores até os chamados prazos legais de inscrições (janelas de transferências), muita água, digo bola, vai rolar.

No Santos, a ausência de Robinho, com certeza para seleção, e dúvida na renovação, além de comentadas saídas de Lucas Lima e chegada de PH Ganso, fica difícil em qual setor da tabela o Santos vai ter condições de se firmar. Perdendo  pontos em casa, e com dificuldades em ganhá-los fora, é melhor esperar para ver como fica o plantel para uma melhor avaliação.

A defesa, na média, não deve nada a nenhuma das melhores, com alguma correção nas laterais, e com solução caseira, dá para seguir confiando. No meio de campo, há experiência e juventude. O diferencial está  nas possibilidades de Lucas Lima sair ou PH Ganso chegar.


Para o ataque, Ricardo Oliveira precisa ser mais decisivo, assim como Geuvânio mais constante. Se Robinho ficar, muito bem, será um bom Santos, se sair, aí as coisas complicam mesmo. Os reservas devem dar conta do recado para um ou outro caso. O resto é sorte, e fazer a competência prevalecer, pelo menos em  casa, e de vez em quando buscar uns pontinhos fora. A receita não tem segredos, é só não entornar o caldo.
As comemorações do Santos dependem dele mesmo

domingo, 24 de maio de 2015

Santos, muito nervoso, perde no sul por 1 a 0

Visivelmente descontrolado, o Santos perdeu hoje a tarde na Arena Condá, por 1 a 0, para a Chapecoense. Muitas faltas, passes errados e cartões amarelos, foi a tônica do jogo. O árbitro, empolgado com as novas orientações da CBF, tirou proveito e se mostrou austero, não fazendo o mínimo esforço para controlar algumas situações, com o uso do cartão amarelo a qualquer situação.

Um lance chamou atenção, e provocou maior descontrole por parte dos santistas. Valência estava caido no chão, aguardando substituição, e próximo dele uma falta foi marcada para o time catarinense. Ora, com bola parada e atleta ao chão, o árbitro permitiu reinício de jogo, quase pisou em cima do jogador santista, e propiciou que o ataque, surpresa, quase resultasse em gol. Foi notória falta de fair-play. Revolta santista e o treinador santista, expulso.

Caberia, sim, nesta situação, na tentativa de proveito de situação, com adversário inferiorizado numericamente, advertência até com cartão ao capitão da equipe que cometeu atitude anti esportiva. Mas onde está escrito isso? Em lugar nenhum, mas esperava-se atitude e bom senso do árbitro. O treinador catarinense não se posicionou, e no mínimo deveria pedir desculpa ao banco santista, e orientar seus comandados que na próxima posse de bola, a cedesse ao Santos. Lamentável. No segundo tempo, o Santos agiu de forma semelhante, mas convenhamos, era o que merecia a Chapecoense.

Em campeonato de pontos corridos, somar pontos é essencial, e hoje o Santos encarou um adversário no qual era para arrancar três pontos, e mais três no returno, até porque, me parece que a Chapecoense será uma das equipes rebaixadas ao final das 38 rodadas. Falhou o Santos, e por sorte, ninguém disparou na ponta do Brasileirão. Mesmo com salários e premiações quitadas pela diretoria santista, no meio de semana, não houve motivação maior para vencer. Robinho errou muitos passes, e ficou evidente que tanto Valência quanto Chiquinho não podem ser titulares.

Agora, é tentar na quarta rodada, domingo 11 horas da manhã na Vila Belmiro, contra o Sport, a vitória que não veio hoje. Vencer em casa é fundamental para quem deseja ser campeão, ou se classificar para Libertadores/16.

Santos, nervoso,  perde em Santa Catarina para fraquíssima Chapecoense.

domingo, 3 de maio de 2015

Senhor Paulista!


Nos últimos dez anos o Santos esteve em nove finais de campeonatos paulista, conquistou seis títulos, 06/07/10/11/12 e hoje, sendo portanto, o maior vencedor do século do mais importante campeonato regional do Brasil. O São Paulo, clube grande da capital, não vence desde 2005, e o Palmeiras tem um título isolado de 2008. Assim, o Santos deu uma grande arrancada alcançando seu 21o. título paulista. Santos Futebol Clube, o Senhor Paulista.

Antes de Pelé e depois de Pelé, assim como depois de Robinho e depois de Neymar, a camisa branca do Peixe prova que os craques são fundamentais, mas o clube é bem maior, e as conquistas sem  os craques citados mostram que o Santos não é viúva de ninguém. De novo, com dois ou três jogadores acima da média, mas sobretudo com o elenco recheado de jovens valores, o time da Vila Belmiro ratifica sua capacidade de revelar e apostar nos jovens.

Assim, com um time mesclado, e com um treinador novato, com salário longe dos "professores" medalhões, a diretoria santista herdou um clube a beira de uma campanha vexatória, e colocou a casa em ordem. Resultado, Santos Campeão Paulista de 2015. A aposta era de que o alvinegro seria a quarta força de São Paulo, mas o jogo é jogado dentro das quatro linhas, e não basta ter os maiores e mais bonitos estádios, se o futebol não está na dimensão dos gigantes de concreto.

Ricardo Oliveira fez o segundo gol do Santos. Artilheiro do Paulistão.
Hoje, na Vila Belmiro, o Santos venceu o Palmeiras por dois gols a um, e provocou uma decisão por pênaltis. Confesso que temi pelos cobradores anunciados por parte de Marcelo Fernandes. Dois jovens zagueiros e um lateral, que acho nunca haviam batido um pênalti no futebol profissional, assumiram a responsabilidade, e Lucas Lima jogou a pá de cal no time esmeraldino. Não teve Fernado Prass que mudasse a história. Tinha tudo para dar errado, mas, mesmo sem cobranças de Robinho, Elano, Ricardo Oliveira, craques experientes, o Santos provou que a qualidade e a tranquilidade pode sim, ser novata, basta ter competência. Sem errar nenhum pênalti, o Santos conquistou a taça.

Um detalhe chamou a tenção no intervalo do jogo. A exemplo de 1995, portanto há vinte anos, o Santos preferiu permanecer no gramado, como fizera contra o Fluminense na semifinal do brasileiro daquele ano. Deu certo. O Palmeiras se atrasou para entrar em campo e saiu rapidinho para os vestiários após o 45 minutos iniciais, isso mostra que havia um só time com vontade de jogar, e ser campeão.  A Vila, acanhada para a imprensa paulista, foi hoje, o maior dos estádios, pois a força e emoção do torcedor santista, mostraram ao mundo do futebol quem é o Senhor Paulista!  

O Santos venceu o Palmeiras por 4 a 2 nos pênaltis, depois de triunfar por 2 a 1 no tempo normal, e conquistou o Campeonato Paulista de 2015 Foto: Paulo Whitaker / Reuters
Os santistas fizeram a festa na Vila Belmiro. Peixe Campeão Paulista 2015
O Santos venceu o Palmeiras por 4 a 2 nos pênaltis, depois de triunfar por 2 a 1 no tempo normal, e conquistou o Campeonato Paulista de 2015 Foto: Paulo Whitaker / Reuters
Na expressão dos palmeirenses e no modo de levar a taça, a frustração.

domingo, 26 de abril de 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

14 de abril, uma data marcante do futebol

Nesta terça-feira, 14 de abril, o Santos Futebol Clube  completa 103 anos de fundação. Falar do brilhantismo do clube, e de todas as conquistas e primazias do futebol do alvinegro da Vila Belmiro é desnecessário, já que qualquer torcedor do mundo do futebol sabe do cartel do Peixe. Gigante desde 1912, soberano nas décadas de 50 e 60, até hoje o time que teve o maior jogador de futebol de todos os tempos, parece mesmo nascido para glória.

Mas, se é desnecessário falar de todas as conquistas do Santos, cabe lembrar que sua fundação, no início do século passado, coincidiu com o naufrágio do navio Titanic. A noite de 14 de abril de 1912 ficaria marcada para sempre. Também em 14 de abril, mas em 1895, portanto há exatos 120 anos, na várzea do Carmo, no Brás, em São Paulo, foi realizada a primeira partida de futebol no Brasil de forma organizada, entre os funcionários da Companhia de Gás de São Paulo e da Companhia Ferroviária de São Paulo.  

O destino trágico de um navio que partiu da Inglaterra, em sua viagem inaugural e inacabada, coincide, na origem, com a chegada do futebol no Brasil, pois também partiu da Inglaterra o jovem Charles Miller, com uma bola, pares de chuteiras e uniformes usados, além de um livro com as anotações de regras. Chegava ao Brasil o futebol. Portanto, é bem significativa a data de 14 de abril, e não por acaso, o Santos Futebol Clube ganhou a dimensão que tem, acreditem ou não.

De Arnaldo Silveira, autor do primeiro gol do clube, até hoje, inúmeros craques passaram pelo Peixe. Seria possível relacionar todos, em todos os tempos, mas não é preciso, pois cada um tem uma história magnífica e mereceriam um relato a parte. Os torcedores do Santos Futebol Clube se orgulham da história, se recordam das conquistas e mantêm viva a emoção de ser SANTOS, SEMPRE SANTOS!  

Parabéns SANTOS FUTEBOL CLUBE, time de Pelé, time que anotou mais gols em todo o mundo, time que parou guerra, campeão da técnica e da disciplina. 14 de abril, a data mais importante para o futebol e para o Santos. 
              
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Esta foto, é a formação clássica do maior time de todos os tempos.
Em pé: Lima, Zito, Dalmo, Calvet, Gilmar e Mauro
Agachados: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
                                   



terça-feira, 7 de abril de 2015

QUANDO 7 X 1 É MESMO UM PLACAR ETERNO!

Alguns resultados no futebol  ficam realmente eternizados. Recentemente a derrota brasileira na Copa de 2014 para Alemanha, é um desses resultados, que não se perderá no tempo e na memória. Por isso,voltando bem no tempo, e fato é para sempre, portanto eterno, houve um encontro entre Santos e Corínthians pelo Campeonato Paulista de 1932, e o resultado final foi de 7 a 1 para a equipe das praias.

O jogo, realizado em Vila Belmiro, na tarde de 8 de maio de 1932, foi precedido de outro jogo, entre os mesmos clubes. Era preliminar válida pelo segundo quadro ( mas também pelo Paulista da categoria), e o Santos igualmente goleou por 6 a 4. Portanto, o time da capital tomou o trem de volta com 13 gols na sacola.

O mês de maio, no início dos anos 30, não é de boa lembrança para os corintianos. Em 6 de maio de 1931, o futuro Timão perdeu no Rio de Janeiro, para o Botafogo, pelos mesmos 7 a 1.  A derrota santista em 2005, também ficou marcada, ainda que digam que os jogadores queriam derrubar o técnico Nelsinho Batista. Não tem desculpa.

Passado a limpo a história, cada vez que a torcida ver na arquibancada a faixa famosa "ETERNO 7 a 1", precisa saber a qual resultado o amigo torcedor está se referindo. De Feitiço e Camarão, até Carlito Tevez, jogou um tal de Pelé, e aí, bem sabemos, a história a ser contada tem muitos outros capítulos.


O Jornal A TRIBUNA DE SANTOS, noticiou em 9 de maio de 1932, a esmagadora vitória santista sobre o time da capital. Feitiço (3), Natinho (2), Lugu e Victor, marcaram para o Santos. Staffen descontou para o Corínthians.

domingo, 5 de abril de 2015

Sem chocolate Santos amarga Páscoa corintiana

Não foi o domingo de Páscoa que os torcedores corintianos desejavam. O Timão teve que amargar um empate com o Peixe, hoje no Itaquerão. Não houve chocolate, como muitos diziam. O Santos permaneceu invicto em clássicos em 2015, e o adversário, insiste em se firmar como invicto na temporada, esquecendo que perdeu amistoso nos Estados Unidos, em janeiro.

Bem, mas no clássico da tarde de hoje, em casa, era natural que o Corinthians pressionasse no início, mas aos poucos, e principalmente no segundo tempo, o time da baixada mostrou que pode se dar bem, seja quem for o adversário da etapa seguinte do Paulistão.

Vladimir se destacou, com habilidade e sorte, e a defesa se comportou bem, assim, o Santos freiou a volúpia desordenada do Corinthians. O meio campo santista sentiu a "ausência" de Elano e os passes errados de Lucas Lima. Na frente, Robinho fez o que sabe e Ricardo Oliveira mostrou presença na área.

Ao final, em entrevista para TV, Sheik mostrou aquelas oportunidades em que é melhor ficar calado. Se disse vítima de jogadas duras, quando na verdade, bem sabemos seu caráter e comportamento nas quatro linhas. Poderia ter colocado um ovo na boca, a falar besteira.

Finalmente, o time da capital mostrou que não está tão bem assim, como diz grande parte da imprensa. Os adversários do Paulistão permitem uma invencibilidade, sem muito esforço. Na Libertadores, exceto a vitória na Argentina contra o San Lorenzo, venceu o fraquíssimo Danúbio duas vezes, e o São Paulo, em casa. Então, devagar com o andor que o santo é de barro.

E um recado ao desavisado torcedor que insiste em mostrar a faixa "eterno 7x1". Eterno mesmo, pois em 8 de maio de 1932, o Santos aplicou o mesmo placar no adversário, na Vila Belmiro, em jogo pelo Paulistão daquele ano. Não dá mesmo para esquecer! Boa Páscoa!

De cabeça, Ricardo Oliveira empata. Sabor amargo para o Timão. 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Receio de violência preocupa PM e MP


A PM alertou o Ministério Público, e a Federação Paulista de Futebol, sobre a possibilidade de confronto entre torcidas do Santos e do Corinthians. Ocorre que, neste domingo às 16 horas, o clube da capital joga no Itaquerão, e, às 18h30, o Peixe estará no Pacaembú enfrentando a Linense. Preocupação pertinente, por tudo o que já sabemos sobre os elementos que compõem as torcidas organizadas. Sim, porque o cidadão do bem, que vai só, ou com família e amigos, longe passa da ameaça de ser um baderneiro.
Tudo certo. A PM cantou a bola, mas, então perdemos definitivamente o controle sobre a  situação? Primeiro, dentro dos estádios acho que a PM só deveria agir, e estar, em casos extremos, como em qualquer evento esportivo ou de outra natureza. Quem promove e  organiza o campeonato é quem deveria cuidar da segurança. Fora das praças esportivas, a autoridade pública deve agir, mesmo assim se algo ocorrer. Não acho que o serviço público deva estar à disposição para um evento de cunho privado.
Mas o que fazer então se não funciona assim? Esvaziar os estádios e permitir somente público pela televisão? Claro que não, seria o atestado de incompetência total, de todos nós. Mandar um jogar a quilômetros de distância um do outro, ou jogo de torcida única, também não me parecem a melhor solução. A nossa Constituição permite muita coisa, como por exemplo, a formação “social” das organizadas. E aí está o “x” da questão. Enquanto o MP não encontrar uma fórmula de dissolver e extinguir de vez as quadrilhas que assombram o futebol, o placar anunciado dos jogos  vai incluir, infelizmente, quantos mortos e feridos para cada lado.


Imagens de violência ainda comprometem o futebol
 

domingo, 19 de outubro de 2014

Santos confirma no verde sem margem de erro

A boa fase do Peixe, excluindo a derrota em Criciúma, mostra um time subindo nas intenções para uma vaga na Libertadores. Sem contar que está na semifinal da Copa do Brasil, o alvinegro santista soma pontos no Brasileirão, e espera, além de manter série de vitórias, alguns tropeços da turma da frente na tabela.

Hoje, no Pacaembú, mesmo palco onde na quinta-feira goleou o Botafogo por 5 a 0, o Santos não tomou conhecimento da evolução da equipe esmeraldina. Mesmo com Valdívia correndo muito em campo, o contra ataque santista tratou de mostrar quem tinha mais qualidades em campo. Primeiro com Geuvânio, e depois com Gabriel, o Santos fez 2 a 0 no primeiro tempo. As duas jogadas de gol tiveram início com Lucas Lima, destaque da ascensão santista pelas mãos de Enderson Moreira.

No início do segundo tempo, logo o Santos tratou de sepultar qualquer possibilidade de reação palmeirense. Em posição irregular, mas só possível de avaliar pela TV, Gabriel aproveitou lançamento de Geuvânio e saiu cara a cara com Fernando Prass. Daí pra frente foi só tocar a bola, e Robinho mostrou que sua experiência e habilidade ainda podem ajudar bastante o Peixe. O Palmeiras ainda diminuiu no fim, mas sem assustar.

Agora o Santos enfrenta, pela ordem, Fluminense na Vila, Chapecoense fora e Internacional, também na Vila Belmiro. Sete ou nove pontos podem levar o Santos para briga direta pela quarta vaga da Libertadores. No meio do caminho, tem o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. O peimeiro jogo será no Mineirão.

Coincidência, ou não, sem Leandro Damião no time, o Santos tem se mostrado um time mais técnico e veloz. Botafogo e Palmeiras experimentaram esse futebol mais solto no ataque, de forma amarga. Com tudo isso, está na hora da torcida santista voltar a lotar a Vila Belmiro, já contra o Fluminense, qurta-feira próxima, 22 horas.
Nesse lance, Geuvânio abriu o placar no Pacaembú. Vitória santista, 3 a 1

terça-feira, 29 de julho de 2014

Renovação de Gabigol deve ser prioridade no Santos

O atacante Gabriel Barbosa, principal destaque do Santos na temporada 2014, fez juras de amor ao Santos ao explicar que pretende renovar contrato com o clube paulista. No entanto, a revelação santista transferiu toda a responsabilidade para o Comitê Gestor do clube. O contrato de Gabigol termina em 30 de setembro de 2015.

"Eu deixo isso com o meu pai, com os meus empresários. Todo mundo sabe, minha família sabe, vocês sabem. O mundo inteiro sabe que eu quero ficar no Santos. Depende só do Santos. Eu deixo com eles. Deixo fazerem o papel deles, cuidarem da minha carreira. O meu interesse de ficar, todo mundo já sabe. Sou santista desde pequeno", afirmou Gabigol.

A revelação santista lembra que vive a melhor fase de sua carreira. Gabriel é o artilheiro do time nesta temporada. Em 31 jogos, foram 15 gols, quatro deles no Campeonato Brasileiro. No total, o atacante marcou 17 gols em 47 partidas pelo Santos.

"É o melhor momento que tenho no Santos. Fazendo gols. O time está muito bem. Não tem porque sair daqui, mas claro que não depende só de mim. Isso não é comigo. Eu tenho que jogar futebol, fazer o que tenho que fazer. Se está demorando isso já é com eles", disse.
A diretoria do Santos não poupou esforços no início das negociações para renovar o contrato de Gabriel Barbosa. 

O atleta recebeu um aumento de salário e premiação de 100%. O reajuste foi concedido nos direitos de imagem (maior parte) e também na CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), popularmente conhecida como carteira profissional. Gabriel tinha um dos salários mais baixos do elenco, inferior a atletas que sequer são titulares do time de Oswaldo de Oliveira. 

Por conta disso, a diretoria santista concedeu o aumento para conduzir as negociações de renovação contratual de uma forma tranquila. A multa rescisória para o futebol exterior está avaliada em 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 153 milhões). A carreira de Gabigol é gerenciada pelo empresário Wagner Ribeiro, o mesmo de Neymar.

Além da facilidade de marcar gols, os europeus ficaram encantados com a versatilidade do atleta. Em 2014, sob o comando de Oswaldo, ele já atuou em todas as posições do setor ofensivo do Santos. Gabigol já foi escalado como meia-armador, centroavante e atacante pelos dois lados do campo.
uol.com

domingo, 1 de junho de 2014

Antes da Copa Santos encosta nos líderes

O Santos tinha motivos para lamentar na noite deste domingo. A equipe entrou em campo contra o Criciúma com dez desfalques. Mas os substitutos foram bem e garantiram o terceiro triunfo no Campeonato Brasileiro: 2 a 0.
Logo nos primeiros minutos, o Santos definiu os rumos da partida. Aos 10 minutos, Gabriel aproveitou passe de Arouca e fez o primeiro. Sete minutos depois, Gabriel trabalhou de garçom e deixou Diego Cardoso na cara do gol para marcar o segundo.
Com a vitória, o Santos foi a 14 pontos e assumiu a nona colocação, terminando a fase pré-Copa a apenas cinco pontos do líder. Na próxima rodada, depois da Copa, o Criciúma busca a reabilitação diante do Fluminense, no Estádio Heriberto Hulse. O Santos tem clássico contra o Palmeiras em local ainda não definido. O mando, no entanto, será dos santistas.
O jogo
Depois de um começo tenso, sem nenhuma das equipes arriscarem muito, um erro no meio-campo permitiu a inauguração do placar.
Aos 10 minutos, Rodrigo Souza, do Criciúma, tentou um passe de letra e a bola ficou com Arouca, que descolou um lindo passe para o atacante Gabriel, que invadiu a área e fuzilou o goleiro Luiz.O gol abalou os visitantes, que sete minutos mais tarde levaram um novo golpe. Mais uma vez Arouca iniciou a jogada com uma roubada de bola no meio-campo. Desta vez, ele passou para Gabriel, que achou Diego Cardoso bem posicionado dentro da área. O camisa 30 do Peixe concluiu com a parte de fora do pé e mandou para as redes.
O jogo caiu muito de ritmo e as chances se tornaram raras. O Santos, satisfeito com o bom placar construído, passou a cadenciar as ações e o Criciúma não demonstrava forças para reagir. Foi neste cenário que o árbitro apitou o final do primeiro tempo.
E foi com este cenário que veio a etapa complementar. As equipes não melhoraram e nem se tornaram mais agressivas. A proposta era mais conveniente para o Santos, que já estava à frente no marcador.
Assim, com um ritmo mais tranquilo, o Santos administrou o resultado sem sustos e venceu o seu terceiro jogo no Campeonato Brasileiro. Agora, o Santos volta a campo depois da Copa, dia 16 de julho, contra o Palmeiras na Vila Belmiro.
Nesse lance Gabriel abriu o placar para o Peixe contra o Criciúma. Final 2 a 0

domingo, 18 de maio de 2014

De branco, no Pantanal, só podia dar no que deu

Pelo menos o Santos voltou a jogar todo de branco, sua marca, coisa que ultimamente tem sido difícil de ver. Mas no jogo, o time se deixou pressionar pelo Galo, e tomou  a virada. Contribuiram para a derrota santista, a apatia de Cícero, e a atuação padrão de Thiago Ribeiro. O atacante saiu por lesão, quase no final, deixando o time com um a menos, na verdade com ele em campo o Santos já fica com um a menos, e Oswaldo, teimosamente, insiste em mantê-lo no time. Geuvânio, é outro jogador com o qual já tenho a convicção de que errei ao dizer que parecia com Rivaldo. Desculpe, Rivaldo.

Jogando na Arena Pantanal, em Cuiabá, o Santos foi superado pelo Atlético-MG neste domingo, terminando sua série invicta. Desfalcado de quase um time inteiro, o Galo jogou melhor e venceu a equipe da Baixada Santista por 2 a 1, com dois gols de André, ex-jogador do Peixe. Cícero descontou para o time paulista. Na sexta rodada, o Santos vai até Goiânia para enfrentar o Goiás na quarta-feira. 
O jogo
O Santos começou melhor. Aos três minutos da primeira etapa, Mena cruzou da esquerda e encontrou Gabriel, que escorou para Cícero chegar batendo. O goleiro Victor fez ótima defesa para salvar o Atlético-MG.
O Galo acordou e começou a pressionar o Santos na zona defensiva. As melhores chances dos mineiros vieram pelo alto, após cobranças de escanteio. Aos 30, Leonardo Silva testou forte e obrigou Aranha a fazer uma grande defesa.
Em jogada similar, o Atlético-MG novamente chegou com perigo. Escanteio cobrado e Otamendi subiu e cabeceou para baixo. A bola quicou na frente de Aranha e foi para fora, passando por cima da baliza santista.
Apesar da pressão atleticana, quem chegou ao gol primeiro foi o Santos. Aos 37 minutos, Alan Santos lançou Cícero, que tocou com tranquilidade para os fundos das redes dos mineiros. Na volta do intervalo, o Atlético-MG criou boa oportunidade aos nove minutos. Emerson Conceição cruzou da esquerda e Carlos chegou cabeceando. A bola passou rente à trave do goleiro Aranha.
Melhor no jogo, o Atlético-MG chegou ao empate aos 29 minutos. Alex Silva invadiu a área pela esquerda, perdeu o domínio, mas insistiu e armou uma bicicleta. O lindo passe encontrou André, que apenas teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.
Minutos depois, o Galo virou o marcador da partida. Marion armou um bom contra-ataque e tocou para André. O atacante chutou de bico e acertou o canto inferior esquerdo de Aranha, marcando seu segundo gol no jogo.
Para piorar a situação santista, Thiago Ribeiro se lesionou, mas a equipe já havia feito as três alterações, ficando com um a menos no jogo.
O Santos perdeu a primeira no Brasileirão 2014

domingo, 11 de maio de 2014

Sem Damião para atrapalhar Peixe vence a primeira

Finalmente, Oswaldo de Oliveira criou coragem e manteve Leandro Damião no banco. Assim, o Peixe entrou "reforçado" em campo, e Gabriel foi oportunista, sem alguém para atrapalhá-lo no ataque. 

O Santos não teve dificuldades para vencer o Figueirense, por 2 a 0, neste domingo, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Essa foi a primeira vitória do clube paulista no torneio. Os gols foram marcados por Gabriel, no primeiro tempo, e Arouca, na segunda etapa da partida. Com o resultado, o Santos conseguiu chegar aos seis pontos e fica em 11o. lugar. Domingo enfrenta o Galo, em Cuiabá, partida de mando do Santos, negociada com a prefeitura local
Hoje, a partida tinha mando de campo do Figueirense, mas foi disputada em Londrina, no Paraná, já que o clube catarinense foi punido pelo STJD, assim, com torcida maior a favor, o Santos não se importou em ser visitante. O Figuereinse foi o adversário perfeito para quem precisava se recuperar na tabela.
O Santos dominou o jogo durante a maior parte do confronto. No primeiro tempo, o Figueirense bem que tentou atacar, com uma formação mais ofensiva. Três atacantes foram escalados: Ricardo Bueno, Dudu e Everton Santos. Os paulistas tinham mais posse de bola, mas sofriam para chegar na área rival. Num lance irregular, o time de Osvaldo de Oliveira abriu o placar. Lucas Lima tocou para Emerson, que recebeu na esquerda e cruzou para a grande área. Gabriel, que estava impedido, tocou para o gol. O árbitro validou o gol.
No segundo tempo, o Figueirense seguiu sem conseguir derrubar o domínio santista, que cadenciava a partida, mas não era agressivo. Mesmo lento em campo, o Santos ainda conseguiu ampliar o placar. Arouca recebeu na direita, já dentro da área, passou pelo marcador e chutou forte para o gol. Por jogo violento, o Figueirense teve um atleta expulso, e Cicinho, pelo lado santista, também, este por uma irresponsável reclamação dura contra o árbitro.
Quinta-feira, tem o chamado jogo de volta, na Vila Belmiro, contra o Princesa do Solimões, pela Copa do Brasil. O Santos pode perder por 1 a 0, ou empatar, mas convenhamos, é jogo para golear, nada menos de que isso.
Santos x Mogi Mirim - Leandro Damião (Foto: Ivan Storti/ LANCE!Press)
Com Leandro Damião fora do time, Santos vence a 1a.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Contra Princesa Santos fez papel de plebeu

A Princesa e o Plebeu é uma fábula oriental, que conta a estória de uma jovem princesa, bela e de posses. Cortejada por um plebeu, fez o pretenso ficar dias e noites, na chuva, no sol, no frio e no vento, olhando ininterruptamente para a janela da donzela. Se resistisse por um determinado tempo, teria o amor da princesa. Alguns meses após, encontrou, o plebeu, com um amigo, que lhe perguntou porque desistiu da donzela, visto que estava próximo de conquistá-la. O pobre jovem disse - não, ela não merecia meu amor, pois durante todo o tempo, não se comoveu com meu sofrimento em frente sua janela.  


Assim pareceu o Santos ontem, no Amazonas, pela Copa do Brasil, contra a equipe Princesa do Solimões. Encantou no início, com dez minutos já vencia por dois gols, e parecia que a goleada seria certa. Cansou o pobre Santos. E a equipe da casa fez igual à donzela da fábula. Ignorou o pretenso visitante. Apertou o jogo, e com o gol feito, sofreu uma derrota que lhe permite, na próxima semana, ter o chamado jogo de volta.

O desfecho da fábula, que diz não ter merecimento de amor quem deixa sofrer o admirador, pode ser aplicado à torcida santista, rejeitando o amor ao clube, por enquanto, já que pelo que tem jogado, não merece o torcedor se submeter a tanto sofrimento.

Ainda fico sem entender, o motivo de poupar jogadores. A Copa do Brasil é um campeonato importantíssimo, e todos os melhores deveriam jogar, sempre. Imagino o Santos dos anos 60, que jogava dia sim , dia não, e treinava no corredor do avião. Não havia tanta gente para dar palpite na preparação da equipe. Fisiologista, Nutricionista, sei mais lá o que a dar palpite na comissão técnica. É muita frescura. Imagino também, algum treinador ou diretor de clube, falando ao Garrincha que ele descansaria em determinados jogos. O craque das pernas tortas seria capaz de sumir do clube de tanta raiva. Jogador gosta de jogar, e ponto final.

E as camisas brancas do Santos, onde estão? É inaceitável a repetição de jogos com uniformes descaracterizados. Ontem, para uma platéia amazonense rara, a marca santista principal, seu uniforme totalmente branco, não foi a campo. O pessoal de marketing do Peixe que me desculpe, mas acho que não venderiam nem pastel na feira.  Camisa amarela, só a seleção e o  jabuca, nada mais.

Bem, parece que Renato está mesmo acertado e, Diego com boas possibilidades. Falta se desfazer de Leandro Damião, uma grande decepção mesmo. Ontem, voltou a fazer jogadas que não se vê nem mesmo na várzea. O rapaz não tem culpa. Tem é sorte de estar no meio do futebol, e sendo dirigido por excelentes empresários, estes sim, têm muito a ensinar ao marketing do clube das praias. Se sair troca entre o Santos e Atlético de Madrid, envolvendo Diego e Leandro Damião, acho que a torcida pode voltar a admirar o time, como fazia o plebeu quando conheceu a princesa.

Como na fábula, o Santos encantou no início. Depois, não mereceu tanto amor.

sábado, 3 de maio de 2014

Com 33% de pontos, Santos tem índice de rebaixamento

É bom o santista ficar com as barbas de molho, embora ainda com três rodadas, o Peixe tem números para estar entre os quatro últimos da tabela. Sem vencer, e com três empates, o time não pode se orgulhar da invencibilidade, pois o número de vitórias é o primeiro critério para desempate, quando há igualdade de pontos.


Com os mesmos erros e falta de qualidade no elenco, o time de Oswaldo de Oliveira reveza seus titulares, mas não sai do lugar comum. Sem brilho, beirando o medíocre, o onze santista está longe de ser o time que animou no Campeonato Paulista. Com Leandro Damião, irritando a torcida, e outras peças devendo muito, como Arouca, Cícero, Geuvânio e Thiago Ribeiro, o segundo semestre do Santos vais ser melancólico, se não terminar de forma trágica.

É verdade que devem existir times piores, e como o campeonato é longo, resta torcer para a diretoria conseguir alguns reforços de peso, e o treinador recolocar o time nos trilhos. Hoje, até que a torcida foi paciente, e de maneira discreta vaiou ao fim do jogo. É verdade que enfrentou um Grêmio, mas cá entre nós, fraquinho, fraquinho, também.

Agora, é voltar as atenções para Copa do Brasil. Na quinta-feira o Peixe vai ao Amazonas, em busca do futebol perdido, desde o jogo contra a Ponte Preta, pelo Paulistão. Talvez, contra um adversário fraco, e estádio cheio, o brilho santista volte. É uma oportunidade para começar jogando com Lucas Lima, o único jogador que, quando entra tem mudado alguma coisa para melhor. Os laterais santistas também estão devendo, e hoje, até Cicinho que vinha se destacando, cansou de chutar bolas para arquibancada.

Há um outro prejuízo ainda não lembrado por boa parte da torcida santista. O Santos só voltará a jogar na Vila Belmiro, em agosto contra o Corínthians. O estádio será cedido à FIFA, durante a Copa do Mundo. Aliás, a prefeitura santista tem culpa nesse absurdo prejuízo técnico. Ofereceu a cidade como sub-sede para seleção mexicana treinar, às custas do Peixe ficar sem mandar seus jogos em casa. Já ví de tudo, ou quase tudo. Impossibilidade por causa de violência de torcida, melhor perspectiva de renda, regulamento de campeonato, falta de segurança, inadequação às normas, etc. Mas, ficar sem usar seu próprio campo, por convite de terceiros, aí é demais. Que venham as próximas eleições, no clube e na cidade!

Com Leandro Damião, Santos não vence no Brasileirão e irrita a torcida 

sábado, 26 de abril de 2014

Em jogo sofrível Santos traz um ponto de Curitiba

Vai ser difícil ter outro jogo, durante todo o campeonato, tão sofrível quanto o de hoje entre Coritiba e Santos. De baixo nível técnico, e jogadas grotescas, o encontro deu um ponto a cada time, após empate sem gols. Melhor para o Santos que jogou fora de casa, mas como soma dois empates, deve cair na tabela após o complemento da rodada.


Seria melhor ter perdido um jogo e vencido outro, pois em campeonato de pontos corridos, empates não são bem vindos para quem deseja ficar na parte de cima da tabela. Após decepcionar na estréia, empatando na Vila contra o Sport, hoje no Couto Pereira o resultado se repetiu, ruim para quem vinha de bons jogos até a fase final do Paulistão. A sorte santista, é que o time coxa branca deu mostras de que vai namorar a zona do rebaixamento, sem dúvidas.

Oswaldo de Oliveira tentou dar cara nova ao time, começando com Geuvânio no banco. Não deu certo, pois o meio de campo santista não criou nenhuma jogada de perigo. Com dois volantes, Alisson e Alan Santos, na marcação, Cícero teria que aparecer para o jogo, e finalizar. Não aconteceu. Para completar o quadro ruim lá na frente, Thiago Ribeiro foi muito óbvio, como sempre, e, também como sempre, Leandro Damião provou que não vale dez por cento de seu passe. Protagonizou, Leandro Damião, a jogada mais bisonha do jogo, chutando o gramado quando tinha a bola sozinho sob controle. Lamentável. Saiu no intervalo, prova de que até o treinador acordou para a deficiência primária do atacante. Somente Gabriel tentava algo no ataque, mas muito pouco.

Mas o time voltou com Geuvânio após o intervalo. Não deveria, pois se ficasse no banco teria sido a mesma coisa. Não jogou nada em 45 minutos. Assim, sem os laterais apoiando, e a defesa fazendo a ligação direta com os atacantes, nada poderia se esperar, a não ser o fim do jogo e a também ineficácia do ataque curitibano. Um jogo para esquecer, e Oswaldo de Oliveira rever sua equipe principal. Thiago Ribeiro e Leandro Damião devem sair da equipe urgentemente, e dar oportunidades para os garotos. Se não der certo a torcida vai compreender, pelo menos.

Agora, na próxima rodada, o Peixe enfrenta o Grêmio (Vila Belmiro ou Pacaembú), e outro resultado que não seja a vitória, pode motivar um descontentamento geral, e aí as cobranças serão mais fortes, podendo até colocar o time em situação psicológica negativa. É bom aproveitar a semana inteira para treinamentos, e confirmar contra os gaúchos porque o Santos tem o chamado DNA ofensivo. Por enquanto está devendo, e se não abrir o olho, encerra esta fase pré Copa do Mundo, em situação ruim na tabela, com poucas possibilidades de recuperação a partir da segunda metade do primeiro turno. 

Estão falando na volta de Renato, meia que já defendeu o Santos há mais de dez anos. Hoje no Botafogo, pode retornar para Vila. Será um equívoco se acontecer. O Santos já tem meias de sobra, e pode inclusive atrapalhar o uso de jovens valores da casa. Para ser mais um, é melhor que não venha. Contratações que resolvam, são difíceis, mas é melhor deixar alguma reserva em dinheiro para dar o tiro certo. Alan Kardec, por exemplo, mereceria um esforço financeiro, desde que o Santos pudesse tirar o peso das costas que representa Leandro Damião. Que venha o mês de maio, pois em abril o Santos só comemorou o aniversário, e olha lá.

Nem Peixe, nem Coxa. A bola sofreu muito em Curitiba.

domingo, 20 de abril de 2014

Empate contra Sport já tira dois pontos do Santos

Não tem volta. No primeiro jogo do Brasileirão, o Santos já desperdiçou dois pontos na Vila Belmiro. O empate em 1 a 1, contra o Sport, é um resultado ruim para o Peixe, pois jogo em casa é para somar três pontos, principalmente com adversário de mediano para fraco. Há quem diga que uma vitória fora compensa, acho até que ameniza, mas que farão falta os pontos desperdiçados hoje, isso é certo.


Demorou Oswaldo de Oliveira para tentar fazer alguma coisa diferente. Saiu para o intervalo de jogo, empatando sem gols, e sem apresentar um futebol convincente. A dupla que transmitiu o jogo pela TV a cabo, narrador e comentarista, insistia em dizer que o Santos esteve soberano. Acho que só demonstraram a falta de apuração que assola a imprensa esportiva do país. Deviam estar, pelo monitor, assistindo outro jogo.

Essa demora do treinador, que não é sua exclusividade, deixou o tempo passar sem que o time pudesse incendiar a torcida e a si mesmo. Alguma coisa era preciso fazer no intervalo, e, se ia dar resultado é outra história. O treinador tem obrigação de socorrer a equipe, e não ter medo de sacar os medalhões. Cícero e Thiago Ribeiro não fizeram nada de bom, capaz de confirmar a fama de experientes e importantes ao time. Hoje isso não aconteceu.    

Leandro Damião merece um parágrafo separado. É candidato fortíssimo para ser o cara que vai irritar a torcida até dezembro. Ele tem uma enorme dificuldade de dominar a bola, condição essencial para qualquer um que esteja na profissão. Sem domínio, sem passe, e com definições ridículas aos lances em que participa, deve ser apontado como a maior decepção do time santista. Se valeu milhões, não é da minha conta, mas que o valor de sua contratação deixa o treinador desconfortável para deixá-lo no banco, isso deixa.

Essa decantada mescla de experientes e jovens valores, acho que não pode ser aplicada na Vila Belmiro. Me parece que aqui, na Vila, há uma exceção à regra. Os meninos da base têm resolvido melhor as coisas, apesar de que hoje Geuvânio passou da conta e irritou um pouco a torcida com suas desnecessárias "penteadas" na bola.

Sábado próximo, o Santos joga em Curitiba, contra o Coritiba, e não vejo favoritismo para ninguém. Ao Santos resta pensar que cada jogo é uma decisão, e na primeira já tropeçou. Com uma semana inteira pela frente, Oswaldo de Oliveira pode pensar em alguma formação diferente, sem Thiago Ribeiro, que tem rendido muito pouco e deve ficar no banco, claro se o treinador tiver coragem. Na lateral esquerda também há outro problema. Mena não é melhor que o jovem lateral da base. E será sorte do Brasil, se na Copa do Mundo, o escrete canarinho cruzar com o Chile. Neymar e Cia. vão deitar e rolar em cima do lateral santista.  

Cicinho foi o melhor jogador do Peixe no empate em 1 a 1 contra o Sport

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Classificado! O "x" da questão santista.

Oportuno lembrar que,  a grafia correta para a palavra "misto", deve sempre, segundo a ortografia de nossa língua, ser com "s", nunca com "x". Então, o Santos, que tem dois "esses", tratou de esclarecer tudo, no campo, contra o Mixto, com "x".

 

Classificado para fase seguinte da Copa do Brasil,  o que mais importa para o clube da Vila Belmiro, agora, é seguir tranquilo com o bom trabalho que tem sido feito até aqui. Alguns falaram em crise, após a decisão do campeonato paulista, no domingo, como se chegar a uma disputa de título fosse senha para "crise". Muitos falam demais.

Qual a diferença do time do Mixto para o Ituano? Acho que quase nada. Ocorre que o futebol tem suas surpresas, nada mais. Ontem, sem a tal surpresa, o Santos foi soberano e venceu com folga o time de Mato Grosso, embora tenha terminado o primeiro tempo em igualdade. Bastou um pouco de lucidez aos atletas do Santos, e o placar se confirmou para o alvinegro praiano.

Essa lucidez é que o time de Oswaldo de Oliveira vai ter que usar no Brasileirão. Não tem bicho papão esse ano. Meia dúzia de times em condições semelhantes vão disputar o título. A dupla mineira, a dupla gaúcha, e mais uns dois times pelo Brasil todo, e o Santos está credenciado para, pelo menos, estar no chamado G-4. Basta ter foco, como dizem os jogadores, e aproveitar o fator Vila Belmiro, onde o Peixe pode assegurar a maior parte de pontos da competição.

E no domingo já tem jogo, na Vila. Santos e Sport, jogo que já é uma decisão, como todos serão. É preciso compreender que em pontos corridos, não se pode deixar o melhor resultado para depois. Pode fazer falta lá em dezembro. Acredito que o time do Santos vá retomar o caminho do ataque, característica peixeira, e só assim fugir de empates, que não credenciam ninguém ao título. Almejar a vitória, sempre, é o caminho menos perigoso, e que eventuais tropeços sejam circunstâncias aceitáveis, que a todos podem atingir.

Voltando ao "x" da questão, no Brasileirão, o que importa na longa campanha é a regularidade. E para ter regularidade, é preciso ter elenco equilibrado, em quantidade e qualidade. Oswaldo de Oliveira, com sua calma, pode tirar dos meninos do Santos, a colaboração na dose certa para, junto com os mais experientes, levar o Santos a uma excelente campanha, tanto na Copa do Brasil como no Brasileirão.  

Gabriel,  em noite de Gabigol, fez dois contra o Mixto

domingo, 13 de abril de 2014

Na véspera de completar 102 anos, Santos vacila na decisão por pênaltis

O Santos foi incompetente durante 180 minutos, e permitiu ao Ituano sagrar-se campeão paulista. O vice campeonato santista, na véspera do aniversário do clube, deixou uma sensação de ter recebido um presente de 1,99.


Não será uma segunda-feira como o santista imaginava. A festa de aniversário do clube da Vila Belmiro será frustrante, afinal, a torcida lotou o Pacaembú, o time venceu o jogo por 1 a 0, mas na decisão por pênaltis, o Ituano levou a melhor. Nas duas partidas, não há o que reclamar. O time do interior foi melhor na maior parte dos jogos. O meio de campo santista não apareceu para abastecer o ataque. A bola transitava, da defesa até os atacantes, sempre de forma aérea, com tentativa de ligação direta, pouco, muito pouco para um time grande como o Peixe.

Assim, o Ituano se garantiu na sua valentia, e apostou nos erros do Santos. Deu certo. Com o regulamento debaixo do braço, Doriva se consagrou, levando um candidato a rebaixamento, ao topo da competição. Coisas que não acontecem no vôlei, nem no basquete, mas no futebol isso acontece de vez em quando. Jogar defensivamente, é uma estratégia que permite, no futebol, conseguir êxito nas partidas. Ao Santos restou o consolo que foi bem, até os três jogos finais, sim, porque na semifinal também teve apuros para superar o Penapolense.

Se ficou ruim para o Santos, o que dizer para Palmeiras, São Paulo e Corínthians? O chamado trio de ferro ficou pelo caminho, então, o vice santista entra sim para as  estatísticas da Federação Paulista de Futebol. Aliás, a torcida santista não pode se queixar. Nos últimos nove anos, foram cinco títulos conquistados, e três vices. Não é para qualquer clube.

Agora, ficou claro, apesar do forte ataque que o Santos mostrou até o jogo contra a Ponte Preta, que o time precisa de ajustes para o Campeontao Brasileiro. Mena, não é o lateral que vai fazer diferença para o Santos, e o caríssimo (no valor), Leandro Damião, deu provas que pode ser substituído por um cone. Não consegue dominar a bola no mais simples dos passes. Vive de expectativa de um cabeceio, só. Muito pouco para a camisa nove alvinegra.

Já na quarta-feira, na Vila, tem o jogo de volta da Copa do Brasil, contra o Mixto de Cuiabá. Lá, na Arena Pantanal, o jogo ficou empatado sem gols, então é bom abrir o olho, pois empate com gols aqui, o Peixe fica fora. Vamos ver se a diretoria acorda, e faça alguma promoção de ingressos, pois, com a frustração de hoje, no Pacaembú, é provável que o público não passe de três mil pessoas.

Se resta  consolo, o santista pode se orgulhar de ter feito a melhor campanha, com dez pontos a frente do campeão, além de um caminhão de gols de vantagem. Alíás, vantagem que torna o regulamento, aceito por todos, incompreensível. Quem tem a melhor campanha, fica só com o benefício de jogar a decisão em casa, mas a final é mando da Federação. Então, que vantagem é essa? Também, como "compensação" por ter conseguido melhor campanha, em caso de igualdade nos jogos finais, pênaltis. Pode? E se não bastasse, o árbitro escolhe, para cobrança dos pênaltis, o lado em que a torcida do Ituano se concentrava. Isso sim que é "premiar" os melhores.

Geuvânio não brilhou nas finais, mas foi a revelação do Paulistão 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Santos precisa provar que é mesmo o time da virada

No canto da torcida, o Santos é o time da virada. Mas o time vai precisar provar que o grito da galera não é só da boca pra fora. Ontem, no Pacaembú, o Peixe fez a pior partida em 2014, e de nada adiantou poupar os principais jogadores no meio de semana, pela Copa do Brasil. Do goleiro aos atacantes, ninguém, absolutamente ninguém se salvou. O Ituano fez o óbvio. Se defendeu, como fez em todo o campeonato, e arriscou quando pode. Até quando vai dar certo?

Será o Ituano um novo São Caetano? Claro que não. De tempos em tempos alguém surpreende, mas há limites para o improvável. Achar que o time de Itú vai ficar sem sofrer gols eternamente, certamente só na cabeça da torcida interiorana. Também não podemos confirmar que o Santos ficará repetidamente jogando de forma equivocada, errando muitos passes, e principalmente sem chegar às redes adversárias. Se o Ituano tem a melhor defesa, o time da Vila Belmiro tem o melhor ataque. Mas o Peixe precisa confirmar no segundo jogo da final do Paulistão 14.

Dia 13, domingo próximo, véspera do clube alvinegro  completar 102 anos, a torcida santista pode esperar um Santos diferente. Ontem todos estiveram fora de suas atuações normais, e com mais noventa minutos, a festa de Itú, muito justa, termina onde começa a santista. Qualquer resultado que não seja vitória santista, sem pênaltis para decidir, contraria o entendimento mínimo sobre as coisas do futebol. Ituano campeão seria uma exceção, dessas seculares.

A torcida vai lotar novamente o Pacaembú, para ver o Ituano  adotar a mesma postura, se defendendo com dez e atacando com dois homens.  E o Santos? Vai precisar explorar melhor as jogadas com os laterais, trocar passes com correção, e, sobretudo, ter seus principais jogadores em tarde inspirada. Geuvânio e Cícero são os principais elementos que podem fazer a diferença em campo.


Agora, torcedor santista, é segurar a onda dos torcedores adversários durante a semana, e não seria diferente se o Santos  estivesse fora da final. O torcedor do Peixe faria o mesmo. Então, é concentração total para domingo, afinal São Caetano e Santo André já dificultaram também em finais recentes. Lembram como acabou? Santos campeão. 

Torcida santista espera fazer valer seu grito. Santos, o time da virada!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mistinho frio pode complicar Peixe na Copa do Brasil

É difícil  entender os dirigentes e comissões técnicas dos clubes de futebol do Brasil. Todos cantam em verso e prosa, que o objetivo fundamental é participar da Libertadores. Pela visibilidade, pelas possibilidades de maior receita, enfim, por tudo que já sabemos. Então, chega o momento da Copa do Brasil, o chamado caminho mais curto para o torneio continental, e os clubes "se preservam" para disputar finais de campeonatos regionais?

Primeiro, a Copa do Brasil está acima dos regionais, por toda sua importância, e segundo, não dá para acreditar que os titulares do Santos não conseguiriam jogar ontem contra o Mixto, e no domingo contra o Ituano na primeira partida da decisão do Paulistão. Os treinadores gostam muito de inventar, e darem o ar de suas graças nestes momentos. Ora, é time principal em todos os jogos e ponto final.

Agora, o resultado de ontem, empate sem gols na Arena Pantanal, pode sim comprometer a trajetória do Santos na Copa do Brasil. Por não ter feito gol fora de casa, na volta, dia 16, na Vila Belmiro, o Santos pode encontrar dificuldades caso o Mixto faça algum gol. Apostar que o Santos ganhe fácil do Mixto, e até aplique um placar folgado, seria óbvio, mas o futebol prega algumas surpresas de vez em quando. É bom tomar cuidado. 

Caso a desclassificação ocorra, seria muito danoso ao Santos, neste caso quem paga a conta, moral e financeira? Os dirigentes gostam de dar palpite onde não precisa, mas neste momento jogar com todos os principais jogadores deveria ser palavra de ordem ao treinador, goste ou não de "interferências". Quem manda no clube? Aliás, se perguntar para os jogadores, todos dirão que preferem jogar todas as partidas, mas que respeitam a decisão do treinador. A mesmice é uma doença no futebol!

Oswaldo de Oliveira pode ter comprometido o Santos na Copa do Brasil

domingo, 30 de março de 2014

Santos "penou", mas título paulista ficou de bandeja

Contra o Penapolense o Santos sofreu, mas teve capacidade de espantar a zebra e chegar a sexta final seguida de Paulistão. No outro jogo, o Ituano surpreendeu o Verdão, e assim o título de 2014 pode vir para Vila de bandeja.


Se pudesse escolher adversário para decidir um título, claro, o mais fraco seria o ideal. E o Palmeiras tratou de fazer a "escolha" para o Santos, ao não conseguir passar pelo Ituano. Claro que o futebol apronta suas surpresas de vez em quando, mas que em dois jogos o Santos não consiga levar mais um título paulista, já seria demais.

Contra o Penapolense o Santos não esteve bem, pelo menos no primeiro tempo, e em duas falhas permitiu o time de Penápolis levar a vantagem de 2 a 1 para o intervalo. No retorno, a chuva forte tinha tudo para transformar a tarefa do Santos mais difícil. Mas o time teve equilíbrio e pressionou sem ficar desordenado. Atacou com organização, e mesmo com as conclusões equivocadas de Leandro Damião, as alterações de Osvaldo de Oliveira ajudaram. Rildo entrou muitíssimo bem, e transformou o jogo. De seus pés saiu o lance para Leandro Damião, de cabeça, empatar em 2 a 2. 

Quando os pênaltis pareciam ser o destino da decisão, Stefano Yuri, com três minutos em campo, decidiu o placar para o Santos. Bom passe de Thiago Ribeiro e conclusão perfeita. Santos 3 a 2, e a chance de conquistar o sexto título em nove anos. Em 2006 e 2007, o Peixe foi bi, em 2010, 2011 e 2012, foi tri, e agora pode se firmar como o maior vencedor recente de títulos estaduais.

Cícero marca e corre para comemorar. Peixe na final
Na média de hoje, os jogadores do Santos não estiveram bem, mas a superioridade em relação ao Penapolense, de Narciso, tratou de deixar as coisas em seu devidos lugares. E quem tem mais talento em várias posições, sempre tem a possibilidade de superar as dificuldades. O bom chute de Cícero, o arranque de Rildo, o certeiro cabeceio de Leandro Damião e a estrela de Stefano Yuri, revelaram as diferenças em favor do Santos.

Com o chamado "trio de ferro" fora (de novo) da decisão, é provável que a Federação confirme os dois jogos finais para o Pacaembú. Primeiro porque o estádio Roveli Junior, em Itú, temporariamente está liberado somente para oito mil pessoas, e, claro, esperando melhor arrecadação, a diretoria santista deve concordar com isso. Fosse o Palmeiras, a segunda partida certamente seria na Vila.

Agora é pensar na quarta-feira, na estréia na Copa do Brasil, contra o Mixto, na Arena Pantanal. O jogo não deve atrapalhar o Santos na decisão Paulista, pelo contrário, pode até servir para ajustes no time, já que Mena e Cicinho estão suspensos com cartões amarelos. Acho até que dá para eliminar o chamado jogo de volta, com placar mínimo de dois gols de diferença.